Pós-Graduação premia melhores teses de doutorado

No dia 29 de agosto de 2013, foi realizada a cerimônia de entrega do “Prêmio Tese Destaque USP” 2013, dado às melhores teses de doutorado defendidas entre 1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2012.

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Além da premiação das melhores teses de doutorado, foi comemorado a marca de mais de 40 mil documentos depositados no acervo da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP

“Este prêmio serve para prestigiar os alunos, homenageá-los e dar publicidade ao trabalho que realizaram. Pois, conseguiram se destacar entre o corpo discente da USP, que é muito qualificado”, afirmou o pró-reitor de Pós-Graduação, Vahan Agopyan, no início da cerimônia de entrega do “Prêmio Tese Destaque USP” 2013, realizada no dia 29 de agosto de 2013, quinta-feira, às 15h, no Auditório “István Jancsó” da Biblioteca Brasiliana – Cidade Universitária.

(esq. p/ dir.) o pró-reitor de Pós-Graduação, Vahan Agopyan; o pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago; a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Arminda do Nascimento Arruda; o vice-reitor da USP, Hélio Nogueira da Cruz; e o coordenador da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, Caetano Traina Junior

O “Prêmio Tese Destaque USP” foi instituído pela Resolução CoPGr 6423, de 27 de setembro de 2012, com o objetivo de premiar as melhores teses e estimular atividades de pesquisa dos alunos matriculados e dos professores credenciados nos Programas de Pós-Graduação da Universidade, através da identificação e distinção anual do destaque entre teses defendidas, dentro das nove grandes áreas de conhecimento: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas; Ciências Exatas e da Terra; Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Engenharias; Linguística, Letras e Artes e Multidisciplinar.

Por ano, em média, 2.500 títulos de doutorado são outorgados pela USP, o que representa quase 20% das teses de doutorado defendidas no país. Para a premiação de 2013, foi estabelecido como elegíveis as teses defendidas entre 1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2012. As inscrições para participar da seleção foram feitas no mês de março, o julgamento até maio e a divulgação no final do mesmo mês deste ano. Os alunos agraciados receberam prêmio no valor de R$ 15 mil e os seus orientadores um prêmio no valor de R$ 10 mil; os prêmios de menções honrosas para cada um dos alunos contemplados foram de R$ 5 mil; e todos – autor, orientador, co-orientador (es) do trabalho premiado – receberam um diploma de premiação assinado pelo reitor da USP.

Reconhecimento interno

“Me sinto reconhecida e valorizada dentro da própria USP”, afirmou a ganhadora na grande área Ciências da Saúde, Fabiana Goulart Marcondes Braga, com a tese “Acetona exalada como novo biomarcador do diagnóstico de insuficiência cardíaca”, que foi defendida na Faculdade de Medicina (FM), em março de 2012. Esta tese de Fabiana já tinha sido premiada fora da Universidade, no Congresso Estadual de Cardiologia, em maio de 2011, e no Congresso Brasileiro de Cardiologia, em setembro do mesmo ano. Mas, mesmo assim ela não esperava ser contemplada, pois concorreu com os vários Programas que compõem a grande área da saúde.

O orientador da tese e professor da FM, Fernando Bacal, destacou que este prêmio foi o reconhecimento final para o trabalho de Fabiana, que, além das premiações na área de cardiologia, também gerou um depósito de patente. Segundo Bacal, o diferencial desta tese é ela ser translacional – que parte de uma observação clínica, pesquisa de bancada e aplicação clínica, que vai ter consequências para o paciente e comunidade – e ter uma relação com outras disciplinas e Institutos da USP, agregando informação dos especialistas em química, médicos e pesquisadores.

Os dirigentes da Universidade presentes na ocasião também destacaram a importância da existência de prêmios como esse dentro da Universidade. “Este prêmio serve para homenagear o talento, o trabalho, a dedicação dos alunos, que é a base da vida acadêmica, universitária”, ressaltou o pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago. A pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Arminda do Nascimento Arruda, lembrou que é muito importante realizar cerimônias como essa para celebrar as atividades que são feitas na Universidade. O vice-reitor Hélio Nogueira da Cruz, destacou o fato dos professores orientadores também serem lembrados na premiação, “já que a realização de uma tese de doutorado é um esforço coletivo”, afirmou.

Clique aqui para saber quais foram as teses premiadas em cada área e também acesse as fotos da cerimônia de premiação no site da Pró-Reitoria de Pós-Graduação.

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP

A cerimônia de entrega do prêmio também serviu para comemorar o fato da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP ter ultrapassado a marca de mais de 40 mil documentos depositados em seu acervo. “Esta biblioteca é a maior do mundo em acessos e volumes de documentos na área de biblioteca universitária, apesar da maioria dos documentos estarem em língua portuguesa”, ressaltou o coordenador, Caetano Traina Junior, que também é professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC).

(esq. p/ dir.) o coordenador da BDTD, o professor da FM e orientador, Fernando Bacal; e a a ganhadora na grande área Ciências da Saúde, Fabiana Goulart Marcondes Braga

A BDTD foi concebida no ano de 2000 e lançada no ano seguinte. O conteúdo é gerido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade, o tratamento dos dados é feito pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) e a parte tecnológica fica sob a responsabilidade do Centro de Informática de São Carlos (CISC). No início, a Biblioteca tinha apenas 147 trabalhos depositados de 22 Programas de Pós-Graduação da USP. Hoje, há 25.162 dissertações de mestrado, 16.496 teses de doutorado e 257 de livre-docência depositadas na Biblioteca.

Este acervo aumentou principalmente depois da Resolução CoPGr 5401, de 17 de abril de 2007, que tornou obrigatório a todos os alunos da Pós-Graduação da Universidade, no momento do depósito da dissertação ou tese, entregar, na Secretaria de Pós-Graduação de sua Unidade, uma versão eletrônica do seu trabalho, em formato .pdf, ficando o mesmo automaticamente disponibilizado para sua inclusão na Biblioteca Digital de Dissertações e Teses da USP.

Segundo a coordenação da BDTD, há teses com mais de mil consultas e centenas de downloads, sendo que 8% dos acessos vêm de fora do país. Para o futuro, Traina diz que a equipe responsável pela Biblioteca já está pensando em novos sistemas integrados, preservação digital – para evitar que, mesmo se os formatos dos arquivos mudarem, as pessoas consigam acessá-los e baixá- los. “A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP é uma forma de democratização do conhecimento, pois está disponível para qualquer pessoa com acesso à internet”, destacou o pró-reitor de Pós-Graduação sobre a importância de uma biblioteca como essa.

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