Pró-Reitoria de Graduação discute as inovações em laboratórios de ensino

No evento, dirigentes, professores e pesquisadores puderam discutir sobre as dificuldades encontradas na implantação dos laboratórios, o impacto que tiveram no ensino da Graduação e os planos para o futuro.

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No dia 29 de maio, foi realizado o I Simpósio Temático da Pró-Reitoria de Graduação – Inovações em Laboratórios de Ensino, no Auditório Prof. István Jancsó da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. No evento, dirigentes, professores e pesquisadores puderam discutir sobre as dificuldades encontradas na implantação dos laboratórios, o impacto que tiveram no ensino da Graduação e os planos para o futuro

Organizado pela Pró-Reitoria de Graduação, esse é o primeiro de uma série de simpósios idealizados para ampliar o diálogo e compartilhar experiências entre as diferentes Unidades. “A ideia da Pró-Reitoria é permitir que grandes temas vinculados ao ensino da Graduação pudessem ser discutidos na Universidade. O simpósio é uma oportunidade para que as Unidades conheçam o que tem sido feito e compartilhem experiências. No final, as informações geradas ajudarão a definir as políticas para a Universidade”, explicou o pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes.

A Pró-Reitoria de Graduação realizará mais dois simpósios nesse ano. O próximo deverá acontecer em agosto e tratar do acesso à Universidade, e o último, sobre a importância do esporte na formação e na integração dos estudante

Para o reitor Marco Antonio Zago, “a ênfase dada à pesquisa nos últimos anos fez com que o papel central da Graduação na Universidade não tivesse o destaque merecido. Esse evento é uma demonstração de que o ensino da Graduação é uma prioridade e será fortalecido nesta Administração. Não podemos esquecer que a sociedade espera da USP, principalmente, a produção de recursos humanos de qualidade”.

O tema escolhido para o primeiro simpósio foram as inovações desenvolvidas e implementadas nos laboratórios de ensino de Graduação, tomando como partida alguns dos laboratórios selecionados pela primeira etapa do Programa Pró-Inovação no Ensino Prático de Graduação (Pró-Inovalab), da Pró-Reitoria. Segundo Hernandes, serão realizados, ainda neste ano, mais dois simpósios: um sobre as formas de acesso à Universidade, que deverá acontecer em agosto; e, outro, sobre a importância do esporte na formação e na integração dos estudantes, que deverá ser realizado em outubro ou novembro.

Inovações em Laboratórios de Ensino

O simpósio foi dividido em três sessões, de acordo com as grandes áreas de conhecimento. Na parte da manhã, foram apresentados os laboratórios de Ciências da Vida e Biológicas. O professor da Faculdade de Medicina (FM), Chao Lung Wen, falou sobre o Laboratório Digital de Aprendizado Clínico-prático em Saúde, que congrega, além da FM,a Escola de Enfermagem e a Faculdade de Saúde Pública.

Depois, foi a vez do professor do Instituto Oceanográfico, Vicente Gomes, apresentar o Aqualab, um laboratório didático flutuante para práticas de criações no mar. A professora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Luciana Mara Monti Fonseca, expôs o Centro de Simulação de Práticas Clínicas e, para finalizar a sessão, a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru, Maria Aparecida de Andrade Moreno Machado, apresentou o Laboratório de Interface para confecção e utilização de simulador virtual para treinamento prático da técnica de anestesia bucal.

Para o reitor Marco Antonio Zago, “Esse evento é uma demonstração de que o ensino da Graduação é uma prioridade e será fortalecido nesta Administração”

A sessão foi coordenada pelo próprio pró-reitor de Graduação, que ressaltou a importância de se divulgar mais e de se saber mais sobre o que as outras Unidades da USP estão fazendo. Também foram levantadas questões sobre a mobilidade de alunos e professores entre as Unidades, o uso de novas tecnologias no ensino da Graduação, a captação de recursos da iniciativa privada e os métodos de avaliação do impacto desses laboratórios no aprendizado dos alunos.

Abrindo a segunda sessão do simpósio, que tratou das Artes e Humanidades, a professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Lorena Guadalupe Barberia, apresentou o Laboratório de Métodos de Pesquisa nas Ciências Sociais. Em seguida, o professor da Faculdade de Educação (FE), Manoel Oriosvaldo de Moura, falou sobre o Labeduc, que integra os laboratórios para a produção e difusão de conteúdos e práticas educativas. Para encerrar a sessão, o professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, Caio Gracco Pinheiro Dias, discorreu sobre o Laboratório de Direitos Humanos.

A diretora de redação da Revista Fapesp, Mariluce de Souza Moura, foi a coordenadora da sessão e falou sobre a importância de se pensar o papel dos laboratórios desde o início da Graduação e sobre a criação de uma cultura e de uma educação voltada para a ciência. “Como editora da Revista Fapesp, confesso que não tinha muito contato com a Graduação e esse simpósio foi uma boa oportunidade de conhecer o que a Universidade tem feito no campo do ensino e da iniciação cientifica”, afirmou.

A última sessão do simpósio foi sobre as áreas Exatas e Tecnológicas e começou com a apresentação do Laboratório de Aulas Práticas Inovadoras de Realidade Virtual das Disciplinas dos Cursos de Graduação (Lapi-RV), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, pelo professor Luiz Carlos Estraviz Rodrigues e pelo aluno de pós-graduação Eric Bastos Görgens. Depois, foi a vez do professores da Escola Politécnica, Roseli de Deus Lopes e Eduardo de Senzi Zancul falarem sobre o InovaLab@Poli. Para finalizar, a professora do Instituto de Matemática e Estatística (IME), Leliane Nunes de Barros, apresentou a Roboteca, o laboratório de ensino de programação e fundamentos de inteligência artificial que utiliza kits robóticos educacionais.

Essa última sessão foi coordenada pelo ex-reitor e professor aposentado do Instituto de Energia e Ambiente, José Goldemberg. O ex-reitor defendeu que “a USP ocupa um lugar de supremacia no Brasil e é daqui que saem os diretores de empresas, de bancos e governantes desse país, mas, para continuar nessa posição, é preciso que a Universidade continue inovando sempre”.

Goldemberg lembrou que, apesar da importância das novas tecnologias, “é preciso que os professores não fiquem tão apaixonados por computadores. Existem coisas extraordinárias no mundo e é preciso que os professores não fiquem prisioneiros das tecnologias e sejam também capazes de chamar a atenção dos alunos para as maravilhas que existem em torno de nós”.

Incentivando o ensino prático na Graduação

O Programa Pró-Inovação no Ensino Prático de Graduação (Pró-Inovalab) foi criado em 2011, com o objetivo de financiar a instalação e a manutenção de laboratórios que ofereçam condições aos alunos da Graduação de desenvolver projetos de pesquisa, consolidando o conhecimento teórico adquirido nas salas de aula e produzindo novos conhecimentos.

A primeira fase do programa aconteceu em 2012 e selecionou 29 projetos. No ano seguinte, um segundo edital selecionou outras 32 propostas.

(Fotos: Ernani Coimbra)

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