Os desafios da nova diretora de Recursos Humanos da Universidade

A professora de Finanças Públicas e Orçamento e de Direito Econômico da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP), Ana Carla Bliacheriene, tem bastante clareza dos desafios que terá à frente da Diretoria do Departamento de Recursos Humanos (DRH) da Universidade.

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Nova diretora do Departamento de Recursos Humanos da Universidade fala sobre os principais desafios da área

“Há muito tempo, defendo isso: toda a administração pública tem de ser transparente”, diz a nova diretora de RH

A professora de Finanças Públicas e Orçamento e de Direito Econômico da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP), Ana Carla Bliacheriene, tem bastante clareza dos desafios que terá à frente da Diretoria do Departamento de Recursos Humanos (DRH) da Universidade. “Venho com algumas missões, que são institucionais, mas venho também com alguns desejos pessoais. Conto com uma equipe bastante capacitada, que me acolheu muito bem”, afirmou Ana Carla, uma semana depois de assumir o cargo, no último dia 24 de novembro.

Credenciais acadêmicas e profissionais não lhe faltam para a função. Ana Carla é livre-docente em Direito Financeiro pela Faculdade de Direito de São Paulo (FD). Graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Sergipe e é mestre e doutora em Direito Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Sua atuação tem foco na área do direito público e tem se dedicado ao estudo da implementação de políticas públicas por meio do direito, controle e transparência do Estado e da administração pública, judicialização das políticas públicas, pesquisa empírica aplicada ao direito e direito e desenvolvimento.

“Tenho estudado a questão da eficiência na administração pública. Esse é um tema muito caro a mim, inclusive foi o tema de minha livre docência”, destaca. Outro ponto a que Ana Carla chama atenção é a da transparência. “Queremos dar transparência, o máximo possível, aos fluxos, processos e práticas do DRH, para isso, será necessária a informatização das atividades do setor”, declara.

“Há muito tempo, defendo isso: toda a administração pública tem de ser transparente”, diz ao ser indagada sobre a divulgação, por parte da Universidade, das informações relativas aos vencimentos de todos os servidores docentes e técnico-administrativos, ativos e aposentados, no Portal da Transparência, disponível desde o dia 17 de novembro. “A Universidade cumpre um dever constitucional, de prestar contas à sociedade”, completa.

Eficiência e celeridade

No DRH da Universidade, sob a vertente institucional, a nova dirigente elenca como uma das principais incumbências a informatização dos processos e fluxos do Departamento. “É importante dar mais espaço para os servidores, que são qualificados nessa área, planejarem e gerenciarem os recursos humanos da Universidade e gastarem menos tempo com protocolo e carimbo”, considera.

Outro importante desafio, segundo ela, será o de conduzir, com eficiência e celeridade, o Programa de Incentivo à Demissão Voluntária, voltado aos servidores técnico-administrativos. O programa prevê um conjunto de incentivos financeiros aos funcionários que aderirem voluntariamente. Entre eles, a indenização equivalente a um salário por ano trabalhado, até o limite de vinte salários, podendo atingir o valor máximo de R$ 400 mil para cada funcionário, e parcela equivalente a 40% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Segundo Ana Carla, o número de inscritos no PIDV está dentro das expectativas. “Já foi atingida a meta mínima que garante a sustentabilidade de programa e mais inscrições estão sendo realizadas”, avalia. As inscrições tiveram início no dia 17 de novembro e vão até 31 de dezembro.

Contratação e carreira

Devido às restrições orçamentárias da Universidade, estão suspensas, desde fevereiro deste ano, novas contratações de servidores e não há previsão de novas etapas da movimentação na carreira funcional. Nesse sentido, a nova diretora do DRH ressalta dois programas que merecerão atenção. O primeiro deles é o sistema USP Oportunidades, lançado em maio deste ano e que tem como objetivo o de promover a mobilidade de servidores entre setores da Universidade.

Outro projeto a ser incentivado é a parceria com a Escola Técnica e de Gestão da USP, criada em agosto de 2012 para oferecer capacitação e treinamento permanente a docentes em cargos de gestão e a funcionários técnicos e administrativos da Universidade. “Vou planejar junto com a equipe do DRH, quais são os temas, o cronograma e as prioridades de treinamento para os próximos três anos, com início a partir do segundo semestre de 2015”, explica.

Ouça, a seguir, a entrevista da nova dirigente concedida à Rádio USP.

Entrevista

(Foto: Ernani Coimbra)

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