Nova direção do MAE quer ampliar a graduação e pós-graduação no Museu

Nesta segunda-feira, dia 13/09, tomaram posse as novas diretora e vice-diretora do MAE, em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário, no prédio da Administração Central.

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A diretora do MAE, Maria Beatriz Borba Florenzano, assina o termo de posse, observada pelo vice-reitor da USP, Hélio Nogueira da Cruz

Nesta segunda-feira, dia 13 de setembro, tomaram posse as novas diretora e vice-diretora, respectivamente, Maria Beatriz Borba Florenzano e Marisa Coutinho Afonso, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário, no prédio da Administração Central.

Em seu discurso de posse, Maria Beatriz Borba Florenzano, que atua como professora e pesquisadora do Museu desde 1979, falou sobre as atividades do MAE, o qual realiza pesquisas de ponta não só em arqueologia e etnologia, mas também em comunicação museológica, e classificou o MAE como sendo a instituição “mais antiga e mais qualificada na pós-graduação nesta área no país”.

Ampliação da graduação e pós-graduação

A diretora disse que pretende colocar em prática, nos próximos quatro anos, vários projetos já iniciados na última gestão do diretor José Luiz de Morais, como a criação do curso bacharelado em arqueologia – atualmente só é oferecido como disciplina optativa de graduação – e a pós-graduação em museologia; e quer dotar o Museu de instalações físicas mais apropriadas para a pesquisa, ensino e extensão, “para poder sediar maiores exposições”.

A vice-diretora do MAE, Marisa Coutinho Afonso

Marisa Coutinho Afonso, a nova vice-diretora, lembrou de sua trajetória de 26 anos na USP sendo aluna de graduação, pós-graduação, funcionária, professora até o momento em um cargo administrativo; e ressaltou a importância do MAE ter na sua diretoria professores do próprio Museu.

A importância dos Museus

O reitor da USP, João Grandino Rodas, falou sobre a relação da USP e os Museus: “A USP possui no Brasil, e no nosso continente, grande importância. Isto se deve também aos seus Museus”. E disse ter anotado os problemas existentes apontados pela nova diretora do MAE, para que este Museu e outros, como o Museu de Zoologia, tenham espaços mais adequados, pois para ele, os Museus não são lugares de se guardar coisas, mas também de pesquisa e ensino, e assim, “a Universidade possa, através dos Museus, se espraiar cada vez mais”, destaca.

Rodas aproveitou a ocasião para prestar contas sobre as novas instalações do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP – na antiga sede do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran), próximo ao Parque do Ibirapuera – que estará pronto em dezembro e terá 85 mil m2 de área construída. “Será um dos maiores do mundo em tamanho e também em acervo, em uma área importante de São Paulo”.

O reitor da USP, João Grandino Rodas, falou sobre a importância dos Museus para a Universidade

História

Criado em 1989, pela integração de duas unidades, o Instituto de Pré-História e o antigo MAE, o Museu estrutura-se em duas grandes áreas: a Divisão Científica, vocacionada para o trabalho científico de Arqueologia e Etnologia, e a Divisão de Difusão Cultural, voltada para pesquisas aplicadas no campo da Museologia e da Educação. Seu acervo, de cerca de 120 mil peças, é composto por coleções de Arqueologia do Mediterrâneo e Médio-Oriente; Arqueologia Americana, com ênfase na Pré-História Brasileira; Etnologia Brasileira e Etnologia Africana.

Atualmente, o MAE tem 19 professores, 61 funcionários técnico-administrativos, e 100 alunos em disciplinas de graduação e 133 alunos em disciplinas de pós-graduação.

(Fotos: Francisco Emolo)

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