IRI sedia 4ª Conferência Internacional da Ribei

Realizada nos dias 8 e 9 de maio, esta conferência teve como tema as “Novas tendências de cooperação política e comercial e seu impacto regional”.

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Na semana passada, nos dias 8 e 9 de maio, o Instituto de Relações Internacionais (IRI) promoveu a 4ª Conferência Internacional da Rede Iberoamericana de Estudos Internacionais (Ribei), com o tema “Novas tendências de cooperação política e comercial e seu impacto regional”, na sala da Congregação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA).

Pela primeira vez esta conferência foi realizada no Brasil, que acontece anualmente desde 2010 e reúne as entidades que fazem parte da Ribei – associação fundada por 38 centros de estudos da América Latina, Espanha e Portugal, entre eles o IRI. O objetivo deste encontro é refletir e sistematizar o conhecimento sobre a Iberoamérica. “Caminhos alternativos se colocam no caminho da Iberoamérica. É preciso conviver com esta diversidade, que é criada pela história, com as circunstâncias”, afirmou o diretor do IRI e presidente do Centro Iberoamericano (Ciba) da Universidade, Pedro Dallari, que em Assembleia Geral da Ribei, realizada no dia 7, assumiu a presidência da Rede para o próximo biênio.

(Da esq. p/ dir.) O diretor do IRI, o conferencista; o reitor da USP; o presidente da Fapesp; e o presidente da Ribei até este evento

No dia 8, a abertura do evento foi feita pelo presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional, Raul Machado Neto; depois, ao longo do dia foram realizadas três mesas que discutiram: Os impactos do acordo de associação Trans-Pacífico e o Tratado Transatlântico de Comércio e Inversão, A aliança do Pacífico e o Mercosul; e A iniciativa privada e a integração regional; e também uma apresentação de Francisco Luzón, sobre “Global Sul: apresentação da plataforma de pensamento sobre a realidade regional”.

Conferência Magistral

E, no final da tarde, foi realizada a Conferência Magistral, como parte do Programa USP Conferências, da Pró-Reitoria de Pesquisa, criado em 2011, com o objetivo de fomentar a discussão dos grandes temas e desafios da ciência, da tecnologia e da sociedade no século 21, para além do âmbito acadêmico. Anualmente, são realizadas cerca de dez conferências, abordando diferentes temáticas, distribuídas em todas as áreas do conhecimento (ciências da vida, humanas e sociais aplicadas, e exatas e tecnológicas). Já foram realizadas conferências sobre ciências da terra, identidades, desafios da globalidade, estresse, engenharia, nanotecnologia, doenças cardiovasculares, o vírus influenza, biomassa e produção de biocombustíveis; e duas especiais, uma sobre o mar e outra sobre neurociência.

O reitor Marco Antonio Zago esteve presente e destacou a importância de incentivar as relações dentro do mundo iberoamericano e que “conferências como essa é uma clara diretriz da USP de não só participar, mas reforçar estas relações, principalmente na América Latina”. Zago lembrou também que ainda “precisamos intensificar as nossas relações com outras universidades iberoamericanas, como as do México e a da Argentina, por exemplo.

O professor emérito do IRI e da USP, Celso Lafer, que é presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), reforçou na ocasião que o evento da Ribei tem importância e faz parte do processo de crescente internacionalização do IRI. O conferencista convidado foi o professor da Faculdade de Direito, Luiz Olavo Baptista, ex-presidente do Órgão Permanente de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC). Além de ser especialista em Direito do Comércio Internacional, a escolha de Baptista foi para homenageá-lo pelo trabalho desempenhado para a criação do IRI, segundo Dallari.

“Os desafios da globalidade estão ligados com a América Latina também”, ressaltou Baptista, para o qual as fronteiras físicas não têm muito significado, pois o mais importante são as identidades culturais. Para exemplificar, ele falou sobre a eliminação das barreiras do comércio, a unificação da Prússia, a integração da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, a criação da União Europeia. Comentou também sobre o que funcionou e as dificuldades enfrentadas no Mercosul, além de explicar casos em que a OMC pode atuar ou não.

Dando continuidade às discussões, mais duas mesas de debate aconteceram no segundo dia: Pensando  sobre o futuro da América Latina e O Futuro do sistema iberoamericano. O encerramento do evento foi feito pelo presidente da Ribei durante o último biênio, Rafael Estrella, que é presidente do Real Instituto Elcano.

Como um dos resultados da Conferência, em breve será divulgada uma carta com as resoluções obtidas no debate, que estará disponível pelo site da Ribei:  http://ribei.org/

(Fotos: Ernani Coimbra)

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