IEA celebra 25 anos e lança a edição nº 73 de sua revista

O Instituto de Estudos Avançados (IEA) comemorou 25 anos com uma cerimônia realizada no dia 12 de dezembro, na sala

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O Instituto de Estudos Avançados (IEA) comemorou 25 anos com uma cerimônia realizada no dia 12 de dezembro, na sala do Conselho Universitário (CO) da Universidade, na qual também aconteceu o lançamento da edição nº 73 da revista do Instituto.

O atual diretor do IEA, César Ades

O diretor do IEA, César Ades, iniciou a cerimônia fazendo um breve relato da história do Instituto, criada durante a gestão do ex-reitor José Goldemberg, ao qual Ades agradeceu pelo empenho em dar vida ao Instituto.

“Me orgulho muito de estar entre os diretores do IEA”, disse o primeiro diretor do IEA, Carlos Guilherme Mota, sobre a experiência de ter coordenado o Instituto, que segundo ele, foi “a maior experiência que tive”. Mota lembrou que diferente de outros Institutos da USP, o IEA não tem graduação, pós-gradução, laboratórios e nem professores permanentes, mas o seu diferencial está em propiciar, oferecer um contexto para se pensar e também abordar as políticas públicas para programas sociais, de interesse da administração pública. “É uma maneira da Universidade estar próxima dos problemas sociais da sociedade”. Porém, ele alerta que o IEA não é uma fábrica de respostas a problemas sociais, mas de ser um espaço de discussão.

Mota aproveitou para contar da participação do IEA internacionalmente através da integração com outros institutos do mundo, o que segundo ele existe desde a criação do IEA; citou a existência dos polos do Instituto nos campi da USP em Ribeirão Preto e São Carlos e a ideia de criar uma rede de Institutos de Estudos Avançados no mundo surgida nestas reuniões internacionais das quais o IEA participa.

Interdisciplinaridade

Na mesa da cerimônia, (esq. p/ dir.), o primeiro diretor do IEA, Carlos Guilherme Mota; reitor de 1986 a 1990, José Goldemberg; editor da revista do Instituto, Alfredo Bosi; vice-reitor, Hélio Nogueira Cruz; reitor João Grandino Rodas; presidente da Fapesp, Celso Lafer; atual diretor do Instituto, César Ades; e o vice-diretor do Instituto, Luís Roberto Giorgetti de Britto

O primeiro diretor recordou que no Instituto foi retomada a questão da interdisciplinaridade e que por isso dele participaram também pessoas de destaque que não tinham titulação acadêmica, “o importante é a discussão, a troca de ideias”.

“Precisamos lutar contra a desmemória. Esta comemoração é importante para pensar no que foi, no que é e no que será [o IEA]” ressaltou o editor da revista do IEA, Alfredo Bosi, o qual também comentou que o Instituto congrega pessoas de diversas áreas, de cientistas sociais a economistas, de físicos a filósofos, interdisciplinaridade que pode ser percebida pelas áreas de formação de seus diretores: administração, literatura, astronomia, por exemplo, e citou os vários tipos de pesquisas em áreas diferentes estudadas pelo IEA. Para finalizar Bosi falou da edição nº 73 da revista da qual é editor, lembrando que as edições da revista já alcançaram mais de 15 milhões de acessos virtuais.

Os IEAs no Brasil e no mundo são o tema do dossiê da edição nº 73 da revista, que foi lançada durante a cerimônia de comemoração do jubileu de prata do Instituto

O reitor João Grandino Rodas, reforçou que o IEA surgiu para preencher um vazio que existia na Universidade com a divisão de Unidades e Institutos em áreas específicas. “Pois uma universidade sem a interdisciplinaridade é apenas uma coleção de faculdades e Institutos”. E disse que está nos planos da sua gestão que o IEA tenha uma nova sede “à altura do Instituto, da USP e de todos nós”.

Histórico

Criado em 29 de outubro de 1986, o IEA é um órgão de integração destinado à pesquisa e discussão, de forma abrangente e interdisciplinar, das questões fundamentais da ciência e da cultura. A estrutura acadêmica do Instituto é composta por grupos de pesquisa, cátedras e outras formas de organização de pesquisadores.

O Instituto conta com 28 funcionários (26 em São Paulo, um no polo Ribeirão Preto e dois no polo São Carlos). As instalações da sede do Instituto ficam no campus da Cidade Universitária em São Paulo.

Durante esses anos, dezenas de personalidades contribuíram com o Instituto, fazendo parte dos grupos de pesquisa, cátedras, projetos e/ou como pesquisadores ou conferencistas convidados. A relação inclui, entre muitos outros, John Kenneth Galbraith, Noam Chomsky, Jürgen Habermas, Christopher Hill, Marcelo Damy, Robert Darnton, Aziz Ab’Sáber, Antonio Candido, Bernard Feld, Raymundo Faoro, Fernando Henrique Cardoso, Georges Charpak, José Paulo Paes, Milton Santos, Ignacy Sachs, Roberto Mangabeira Unger, Paulo Autran, Jacques Derrida, Jean-Christophe Yoccoz, Sérgio Costa Ribeiro, Newton da Costa, Enzo Faletto, Mario Molina, José Arthur Giannotti, Edgar Morin, Oscar Sala, Peter Burke, Alan Sokal, Jean-Pierre Changeux, Adib Jatene, Otto Gottlieb, Hugh Lacey, António Nóvoa, Philip Fearnside, Alain Touraine, Hans-Joaquim Köellreutter, Jacob Pallis, Olgária Matos, Celso Amorin, Paulo Artaxo, Luiz Gylvan Meira Filho, Roger Chartier, Ed Miliband, Stanislas Dehaene, Robert Trivers, Martha Schteingart, Marcelo Gleiser e Miguel Nicolelis.


(Fotos: Ernani Coimbra)

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