FMRP festeja seis décadas de história e contribuições à saúde

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) completou 60 anos de sua fundação no dia 17 de maio. E, para comemorar esta data, foi realizada uma sessão solene no Theatro Pedro II, na noite do dia 21 de maio, com o resgate da sua história e dos seus fundadores, além da apresentação musical da Orquestra Filarmônica da USP.

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A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) completou 60 anos de sua fundação no dia 17 de maio. E, para comemorar esta data, foi realizada uma sessão solene no Theatro Pedro II, na noite do dia 21 de maio.

"A grandeza da Unidade deve ser preservada e buscada a cada dia, com perseverança", destacou o diretor da FMRP

A cerimônia foi iniciada com a entrada do cortejo universitário, composto pelo reitor, pró-reitores; diretores de Unidades de Ensino e Pesquisa do campus de Ribeirão Preto; ex-diretores e vice-diretores da FMRP; além dos professores eméritos e que fazem parte da Congregação desta Faculdade atualmente. O diretor da FMRP, Benedito Carlos Maciel, iniciou os discursos da cerimônia dizendo que a ocasião festiva também é uma oportunidade para refletir sobre a caminhada da Unidade, fez um resumo da história e falou dos desafios e novidades.

No resumo que fez da história, Maciel destacou o primeiro diretor da FMRP, Zeferino Vaz na gestão de 1952 a 1964, que também foi um dos idealizadores da Faculdade. Citou os cursos existentes na Unidade: medicina, ciências biológias – modalidade médica; fisioterapia; fonoaudiologia; informática biomédica; nutrição e metabolismo; e terapia ocupacional; que formaram juntos cerca de 5 mil e 500 alunos. Atualmente, a Faculdade tem 1350 alunos nos seus cursos de graduação e praticamente o mesmo número na pós-graduação; 332 professores e 540 funcionários.

Contribuições à saúde

Sobre novos projetos, ele adiantou que será construído um moderno edifício para comportar cinco departamentos e laboratórios de ensino com aproximadamente 23 mil m², além do desafio de discutir e implantar nova grade curricular médica para atender às demandas de saúde no país. “A grandeza da Unidade deve ser preservada e buscada a cada dia, com perseverança. O momento é de júbilo e celebração, mas também de agradecer aos que ajudaram a construir a sua história”, finalizou.

A prefeita da cidade de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, parabenizou o diretor Maciel pela história da Faculdade e disse “não poder dimensionar a contribuição da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto para a cidade, população e a importância que ela tem para a saúde de nossa cidade”.

Representando o governador Geraldo Alckmin, o deputado federal Antonio Duarte Nogueira Júnior, relatou ser uma alegria participar desta cerimônia, porque seu pai foi aluno da 6ª turma do curso de medicina da Faculdade e também pelo que ela representa para Ribeirão Preto. Nogueira também fez comparação entre a cidade de Ribeirão Preto na época da fundação da Faculdade, há 60 anos, que segundo ele tinha 90 mil habitantes, e hoje tem mais de 600 mil [de acordo com o censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)].

No palco do Theatro Pedro II, Rodas disse ser preciso ter o mesmo espírito empreendedor dos fundadores da FMRP

“Foi uma verdadeira revolução a criação de uma Faculdade de Medicina em Ribeirão Preto na mesma época da criação do Aeroporto Estadual Leite Lopes. Com isso, a cidade, que era região do café, passou a ser também do conhecimento e, além disso, Ribeirão Preto tornou-se referência nacional nos serviços de saúde por causa dos hospitais e também pelas indústrias da área”, resumiu o deputado federal.

“É muito auspicioso ser reitor da USP nesta época de comemoração da FMRP”, disse João Grandino Rodas no início de seu discurso. Para em seguida destacar que é importante que se tire alguma conclusão para o futuro. O reitor lembrou que a Universidade é muito grande e têm quase 90 mil alunos, enquanto outras universidades de classe mundial, como, por exemplo, Harvard que não tem mais de 40 mil, e muitas também não abarcam todas as áreas do conhecimento, como a USP abrange.

Espírito idealizador

Para terminar sua fala, Rodas deixou uma reflexão direcionada à comunidade da FMRP, principalmente ao seu corpo docente, relembrando também da contribuição de Zeferino Vaz. “Para que a USP não diminua nos padrões internacionais, os professores, por exemplo, não podem achar que já fizeram tudo e devem continuar sempre dispostos a realizar mais. Pois, os professores devem ter espírito empreendedor, idealizador, e realizar cada vez mais, assim como [Zeferino] Vaz que, mesmo depois de ajudar a implantar a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, também ajudou a fundar a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1966”.

O maestro Rubens Russomanno Ricciardi à frente da Orquestra Filarmônica da USP

O encerramento da cerimônia foi marcado pela exibição da Orquestra Filarmônica da USP, que foi fundada em março de 2011 e prioriza a música do século XXI e o caráter de pesquisa musicológica em seu repertório, por ser atrelada ao Laboratório de Ciências da Performance do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP).

A apresentação teve músicas regionais como o Lundu/Congada, uma composição tocada com viola caipira pelo solista Gustavo Costa, além dos clássicos da música erudita, como a Sinfonia Inacabada – primeiro movimento, de Franz Schubert; Recondita armonia da ópera Tosca, de Giacomo Puccini; e Il sole mio, de Eduardo di Capua; e a participação dos solistas, respectivamente tenor e mezzo-soprano, Fernando Portari e Sarah Meredith.

(Fotos: Ernani Coimbra)

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