Novo superintendente fala sobre os rumos da TI na Universidade

Professor do Departamento de Ciência da Computação, do Instituto de Matemática e Estatística (IME), João Eduardo Ferreira está à frente da Superintendência de Tecnologia da Informação desde o dia 4 de dezembro do ano passado. Nessa entrevista, Ferreira fala um pouco sobre a nova estrutura da TI na USP, sobre os problemas a serem enfrentados e sobre os projetos que já estão em desenvolvimento.

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Professor do Departamento de Ciência da Computação, do Instituto de Matemática e Estatística (IME), João Eduardo Ferreira está à frente da Superintendência de Tecnologia da Informação desde o dia 4 de dezembro do ano passado. Nessa entrevista, Ferreira fala um pouco sobre a nova estrutura da TI na USP, sobre os problemas a serem enfrentados e sobre os projetos que já estão em desenvolvimento.

A Resolução nº 7.025, de 3 de dezembro de 2014, dispõe sobre a nova estrutura da gestão da Tecnologia da Informação na Universidade. Como a TI está organizada na USP?
João Eduardo Ferreira – A atual estrutura funcional de TI é formada por um Conselho Deliberativo, responsável por definir metas e pelo planejamento estratégico das ações de TI, como um instrumento de viabilização e apoio às atividades-fim da Universidade; a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), que coordena as atividades de TI; o Conselho Gestor da STI, que projeta, desenvolve, implanta e mantém todas as atividades de interesse comum relacionadas à área; e os Centros de Tecnologia da Informação (CeTI), responsáveis pela coordenação das atividades regionais. Temos quatro CeTIs: em São Paulo (CeTI-SP), em Ribeirão Preto (CeTI-RP), em São Carlos (CeTI-SC) e em Piracicaba (CeTI-LQ). Recentemente foi formado um núcleo em Bauru, na Prefeitura do Campus, para atender a necessidade de intensificar a ação colaborativa de TI nessa região.

“A nova gestão de TI da USP quer priorizar e evoluir tecnicamente em três classes de atividades ou serviços computacionais – Conectividade, InterNuvem, Sistemas – para que as atividades-fim da Universidade possam ser realizadas de maneira mais eficiente e com qualidade”

Como a STI ajuda a Universidade no desenvolvimento de suas atividades-fim?
JEF – A nova gestão de TI da USP quer priorizar e evoluir tecnicamente em três classes de atividades ou serviços computacionais – Conectividade, InterNuvem, Sistemas – para que as atividades-fim da Universidade possam ser realizadas de maneira mais eficiente e com qualidade. Por Conectividade entendemos todos os serviços de rede e telefonia; InterNuvem é o conjunto de serviços que oferece infraestrutura para o armazenamento e o processamento de dados; já Sistemas são os serviços que apoiam as atividades de controle operacional dos processos administrativos e acadêmicos, bem como indicadores de apoio à tomada de decisões.

O que podemos esperar da atual gestão da STI?
JEF – Nessa gestão, esperamos fortalecer e racionalizar as atividades de TI, tendo como meta principal a implantação de três eixos de ação: organizar e especializar as equipes nas três competências de serviços computacionais (Sistemas, Conectividade e InterNuvem); promover forte integração entre as equipes dos campi do interior e da capital; e atender às demandas de TI de forma unificada, priorizando o uso racional e sustentável de recursos computacionais, e promovendo a crescente especialização e atualização tecnológica dos recursos humanos que atuam na área.

Na sua opinião, quais são os principais desafios enfrentados pela STI atualmente?
JEF – Os principais desafios estão relacionados ao uso racional e sustentável dos recursos computacionais e a evolução técnica dos recursos humanos. Por exemplo, atualmente precisamos criar um critério de utilização dos recursos de processamento de alto desempenho e armazenamento de dados para os pesquisadores da USP, de modo a viabilizar a atualização e ampliação tecnológica da infraestrutura. Também temos ainda dificuldades para especificar e formalizar os processos acadêmicos e administrativos de forma objetiva, com grande aderência às necessidades do usuário final e, em seguida, transformá-los em sistemas computacionais que possam evoluir mais rapidamente, de acordo com novas funcionalidades.

Quais os projetos que estão sendo desenvolvidos pela Superintendência?
JEF – Além das atividades de manutenção da infraestrutura computacional existente, temos importantes projetos em andamento na STI e todos estão em consonância com as metas descritas no Plano de Metas da USP para 2015. Entre eles, podemos destacar alguns, organizados por competência. Na Conectividade, estamos: 1) replicando os roteadores do campus da Capital para aumentar a resiliência da USPnet; 2) especificando, junto com a Superintendência de Segurança e a Prefeitura do Campus da Capital, o projeto para implantação e monitoramento por câmeras; 3) criando um projeto para conexão via fibra ótica apagada entre capital e interior cujo principal objetivo é a redução de custos e melhoria da qualidade da conectividade. Na InterNuvem estamos: 4) regularizando e aprimorando os serviços de hospedagem da infraestrutura computacional; 5) reduzindo os custos de software para gerenciamento da InterNuvem, com a internalização e o desenvolvimento local de configurações e serviços específicos para InterNuvem; 6) automatizando e qualificando os serviços de monitoramento dos recursos computacionais para viabilizar seu uso racional e sustentável; 7) otimizando os serviços de e-mail USP. Em Sistemas, temos duas frentes em andamento: 8) desenvolvimento de sistemas de Informação para apoio aos processos administrativos e acadêmicos, tais como o Portal de Convênios, a Gestão da Execução de Recursos Financeiros para Projetos Orçamentários e Extra-Orçamentários, a Integração dos Sistemas Marte e Mercúrio, o novo Núcleo do Sistemas Janus, a automatização dos processos de alteração curricular na Graduação, e o desenvolvimento de aplicativos de computação móvel para acessos aos sistemas corporativos; 9) desenvolvimento de indicadores para apoio à tomada de decisões, tais como os indicadores das atividades-fim da Universidade, da Comissão Permanente de Avaliação e os indicadores para gestão administrativa e financeira.

Em relação à InterNuvem USP, há projetos para a sua ampliação?
JEF – Em um primeiro momento não. Agora queremos organizar a segunda fase do uso dos recursos computacionais, que tem como principal objetivo viabilizar o uso racional e sustentável do parque computacional já instalado. Nesta fase, está previsto o contato com as agências financiadoras e com os pesquisadores, de modo a reduzir o custo de implantação de recursos computacionais. Atualmente, por exemplo, a cada R$ 50.000,00 que um pesquisador recebe de uma agência financiadora para compra de computadores (servidores de dados e processamento), a USP gasta, pelo menos, R$ 100.000,00 em infraestrutura para ar condicionado, energia elétrica, espaço físico e recursos humanos. Precisamos urgentemente racionalizar esses gastos, fortalecendo e evoluindo o uso colaborativo de recursos computacionais oferecidos pela InterNuvem.

Quais os canais disponíveis para a comunidade uspiana entrar em contato com a STI?
JEF – Além das informações disponíveis no site da STI, temos as opções de atendimento pelo telefone: (11) 3091-6400; pelo e-mail: atendimentosti@usp.br; e por solicitação de serviços especializados (http://atendimento.sti.usp.br). Além disso, a STI também disponibiliza opções de contato pela sua Ouvidoria, que atende pelo telefone: (11) 3091-1818; pelo e-mail: ouvidoriasti@usp.br; e pela internet.

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