Encontro de integração reúne mais de 400 novos docentes

Na reunião com os dirigentes, foram discutidos os projetos da gestão, a nova proposta de avaliação institucional e os novos programas de apoio oferecidos aos professores.

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Na reunião com os dirigentes, foram discutidos os projetos da gestão, a nova proposta de avaliação institucional e os novos programas de apoio oferecidos aos professores

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O encontro lotou o Auditório do Centro de Difusão Internacional

Mais de 400 novos docentes — contratados a partir de 2013 — participaram, no dia 21 de março, de um encontro de integração com os dirigentes da Universidade, que lotou o Auditório do Centro de Difusão Internacional, na Cidade Universitária, em São Paulo.

O reitor Marco Antonio Zago deu início à reunião ressaltando a missão da Universidade como ambiente de debate democrático e plural. “A USP é um ente que vive da discussão e da interação das pessoas e, até mesmo, de conflitos, que são próprios da vida universitária. O limite é o respeito às ideias, à civilidade. É assim que a Universidade progride”, considerou.

“Um dos grandes segredos da longevidade da Universidade, embora seja uma Instituição conservadora, é a mudança constante. Mudanças representam renovação, que se faz pela chegada de novas pessoas”, acrescentou.

O vice-reitor Vahan Agopyan destacou que aquela era uma oportunidade para que os docentes pudessem conhecer a estrutura da Universidade. “Este é o início de uma carreira promissora e dinâmica”, afirmou Agopyan, que aconselhou: “Tenham grandes ambições, porque o sucesso de vocês é o sucesso da USP”.

Em seguida, Zago elencou os avanços alcançados pela gestão no que se refere à governança da Instituição, dentre eles, o fim da lista tríplice para eleição de diretores das Unidades de Ensino e Pesquisa, a implantação do sistema de votação on-line e a criação da Controladoria-Geral.

O reitor também salientou que, desde dezembro de 2014, as Unidades passaram a ter autonomia acadêmica e pedagógica para atualizar e modernizar seus cursos, reduzindo os entraves burocráticos que dificultavam as alterações na estrutura curricular.

“O programa de reformas continua, com as mudanças no sistema de avaliação institucional. Chegou o momento de repensarmos esse sistema, e nada melhor do que fazermos isso juntos. Vamos construir uma proposta que atenda aos interesses dos docentes e da Universidade como um todo”, afirmou.

Diretrizes

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Segundo o pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Gilberto Carlotti Junior, o mote de sua gestão será “qualidade e não quantidade”

Na segunda parte do encontro, os pró-reitores apresentaram seus programas de trabalho. O pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes, enumerou as três principais diretrizes da sua gestão: a valorização da atividade de ensino; a avaliação dos resultados alcançados pelas medidas adotadas de alteração da bonificação para alunos oriundos de escolas públicas e a adesão ao Sistema de Seleção Unificado (SiSU); e a modernização dos cursos de Graduação, com a adoção de metodologias inovadoras e criação de mecanismos para a redução da desvinculação dos alunos.

Hernandes anunciou a criação do Programa de Incentivo à Integração Docente, que prevê o intercâmbio de professores entre as Unidades e Órgãos da Universidade e deverá ser implantado no segundo semestre deste ano.

Simplificação dos processos e fomento à discussão sobre a qualidade dos programas foram os pontos evidenciados pelo pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Gilberto Carlotti Junior. Segundo ele, o mote de sua gestão será “qualidade e não quantidade”. “As discussões deverão ter como foco a formação do aluno, o ambiente de internacionalização, a produção do programa e o resultado expresso na qualidade dos egressos”, disse.

O novo pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, Marcelo de Andrade Roméro, falou sobre a dimensão dos órgãos e dos programas ligados à Pró-Reitoria e o alcance interno e externo das atividades desenvolvidas nessa área. “Nosso projeto é o de envolver mais os alunos nessas ações e potencializar a divulgação, principalmente com a utilização de ferramentas on-line”, afirmou.

Avaliação

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De acordo com Luiz Nunes de Oliveira, a CPA, presidida pelo vice-reitor, terá duas câmaras específicas

Logo após a explanação dos pró-reitores, foi a vez de o presidente da Comissão Especial de Regimes de Trabalho (Cert), Luiz Nunes de Oliveira, apresentar a proposta da nova Comissão Permanente de Avaliação (CPA).

De acordo com Oliveira, a CPA, presidida pelo vice-reitor, terá duas câmaras específicas – Câmara de Avaliação Institucional e de Gestão e Câmara de Atividades Docentes. A nova Comissão deverá dedicar-se à articulação dos processos de avaliação dos órgãos da USP e à aprovação das diretrizes e do calendário de avaliação.

A Câmara de Avaliação Institucional e de Gestão terá como atribuição a avaliação dos Departamentos e Unidades. A Câmara de Atividades Docentes, por sua vez, será responsável pela avaliação individual dos professores, incluindo o estágio probatório e as avaliações quinquenais.

As duas câmaras executivas serão compostas, cada uma, por nove membros, cujos nomes deverão ser indicados pelo reitor e homologados pelo Conselho Universitário.

“Esta é uma proposta em construção. Trata-se um sistema integrado, uma nova concepção, em que a avaliação institucional caminha junto com a avaliação docente”, asseverou o reitor. Depois da apresentação, foi aberto o debate, em que os professores puderam fazer seus questionamentos sobre o assunto.

Apoio aos docentes

Ao final do encontro, os novos docentes receberam duas boas notícias: a criação do Programa de Apoio a Novas Parcerias Internacionais e a nova edição do Programa de Apoio Institucional a Novos Docentes.

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O reitor anunciou a nova edição do Programa de Apoio Institucional a Novos Docentes

O primeiro, desenvolvido pela Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional, concederá 50 auxílios, no valor de R$ 9.610,50, a docentes recém-contratados consolidarem relações acadêmicas com grupos de pesquisa internacionais. O programa será lançado oficialmente em maio e a mobilidade poderá ser realizada entre os meses de agosto e dezembro deste ano.

Já o Programa de Apoio Institucional a Novos Docentes tem por finalidade oferecer uma contrapartida da Universidade, no valor de R$ R$ 10 mil, aos professores recém-contratados que apresentarem o protocolo de submissão à Fapesp de um pedido de auxílio à pesquisa ou projeto especial.

Os recursos poderão ser utilizados para compra de material permanente, consumo, pagamento de serviços de terceiros, diárias e passagens, do interessado ou de seus alunos de pós-graduação ou de iniciação científica. Os recursos serão pagos em duas parcelas.

Nas edições anteriores do programa, promovidas entre 2010 e 2013, a USP investiu R$ 8,2 milhões e 820 docentes foram atendidos pelo programa. Desse total, 596 professores tiveram projetos aprovados pela Fapesp, com a captação de recursos para a Universidade da ordem de R$ 76 milhões.

(Fotos: Ernani Coimbra)

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