Em tempos de crise climática, o Cebimar tem papel relevante para a sociedade, destaca diretor

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(da esquerda p/ direita) O novo diretor do Cebimar, José Roberto Machado Cunha da Silva, e o vice-diretor, Álvaro Esteves Migotto, que também foi diretor de 2005 a 2009(Foto: Ernani Coimbra)

Falando sobre a interdisciplinaridade e do papel que o Instituto deve exercer em meio à crise climática, o novo diretor do Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da USP, José Roberto Machado Cunha da Silva, tomou posse na última quinta-feira, dia 11 de março, em cerimônia realizada na Sala do Conselho Universitário. Em seu discurso de posse, Silva começou lembrando que a interdisciplinaridade sempre fez parte da sua vida acadêmica, pois ingressou na USP como aluno de veterinária, pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootécnica (FMVZ), cursou biologia, no Instituto de Biociências, e posteriormente fez filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Por isso, comparou a sua trajetória com a do Cebimar, que também é interdisciplinar, e tem como uma de suas finalidades, desenvolver e promover o conhecimento da biologia marinha, e dos seus campos interdisciplinares, através do ensino e da pesquisa. “O Cebimar tem por vocação ser um Instituto de apoio à outras Unidades, fornecendo aos alunos de biologia, veterinária e cursos afins, ter uma vivência em blocos com um enfoque cada vez mais interdisciplinar”. Ele destacou que, em tempos de poluição ambiental e aquecimento global em pauta, um instituto especializado como o Cebimar, não é importante só para a Universidade a qual pertence, a USP. Mas, também tem papel relevante para toda a sociedade, pois contribui “para ampliar o nosso conhecimento da diversidade dos nossos mares, e também para o monitoramento ambiental da região, servindo como termômetro para as alterações que ocorrem, incluindo o aquecimento global e a consequente elevação do nível dos mares”, ressalta. E, declarou a função que uma universidade, como a USP, deve ter. “Cabe à nossa Universidade, o dever e a responsabilidade de propor soluções e discussões sobre os impactos destas alterações, e prever o futuro que estamos construindo para os nossos filhos”.  

Fachada do Cebimar (Foto:Divulgação)     

Momento para a USP se lançar ao marEm sua fala, o reitor da USP, João Grandino Rodas, comentou o fato de o Brasil e a USP serem “mais terra de bandeirantes do que de navegadores”, porque, segundo ele, houve sempre uma preocupação, desde a colonização, de buscar a terra e nem sempre de buscar o mar. Mas, para Rodas, a conjuntura atual do país e do mundo – com o descobrimento e a futura exploração de petróleo na camada pré-sal da costa brasileira, por exemplo – está favorável para isso mudar. “É sempre importante lembrar que, talvez neste momento, fosse, justamente, aquele para a USP se lançar ao mar. Pois, hoje está na pauta do país uma série de pesquisas fundamentais que têm um valor muito grande, não só da pesquisa pura, como do próprio desenvolvimento do país”, afirmou. E complementou: “Isso tudo passa pelo mar e a USP, certamente, não poderá ficar alheia a este movimento”. O reitor pediu aos Institutos e Unidades da USP, como o Cebimar, o Instituto Oceanográfico (IO) e o Instituto de Biociências (IB), que unam esforços para a realização destas pesquisas. “Para que finalmente a USP possa, se lançar ao mar e ser vitoriosa, justamente, em um momento que, se nós não o fizermos, outros o farão. E isso não significa que nós temos que ser o primeiro em tudo, mas seria uma grande pena se nós não participássemos desta questão, principalmente ganhando-as através da pesquisa”. Sobre o novo diretor do Cebimar, Rodas disse que, pela sua própria cultura interdisciplinar, ele poderá ver a questão da universidade de uma forma mais ampla e global e aproveitou para anunciar que o Cebimar não vai continuar sendo apenas um apêndice longínquo da USP. Clique aqui para assistir ao vídeo da cerimônia, gravado pela IPTV-USP. 

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