Cultura e Extensão cria nova identidade e busca maior integração

Pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária faz um balanço das ações realizadas e reforça a ideia de que as diversas áreas da Universidade devem estar conectadas.

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Pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária faz um balanço das ações realizadas e reforça a ideia de que as diversas áreas da Universidade devem estar conectadas

Dentro da Universidade, as áreas de cultura e extensão muitas vezes podem ser vistas como secundárias, por não possuírem locus de ação tão circunscritos e definidos como o ensino e a pesquisa. Na realidade, estas duas primeiras áreas “permeiam” todas as outras, pois, “na Universidade deve haver uma indissociabilidade do ensino, pesquisa, cultura e extensão”, ressalta a pró-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda, ao comentar sobre a atuação abrangente da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU), da qual está à frente há dois anos.

Para reforçar esta ideia, este órgão central da Universidade criou uma nova logomarca. “Antes, havia ausência de identidade, e, como consequência, aquilo que parecia mais impreciso, indefinido, era relacionado às atividades desta Pró-Reitoria”, afirma Maria Arminda. Em vigor desde dezembro do ano passado, a logomarca foi desenvolvida pela equipe de Serviço de Produção Editorial da Pró-Reitoria, na qual foi trabalhada a imagem da intersecção dos valores, em que a sigla PRCEU tem seu destaque ao centro como elo de ligação para as duas circunferências que se sobrepõem formando o monograma “CE”, representando o trabalho conjunto das áreas de cultura e extensão, que são complementares.

“O diferencial desta logomarca é que ela partiu de dentro da própria Pró-Reitoria, e isso tem um significado especial, porque as pessoas envolvidas no processo criativo vivenciam direta e diariamente suas ações e programas. O resultado alcançado traduz, imprimindo inclusive certa leveza, o que é esta Pró-Reitoria, que atua em todas as áreas, seja na complementação de ações de ensino e pesquisa que escapam aos desígnios imediatos de suas congêneres, seja por sua vocação para se constituir em elemento de aglutinação do conjunto da Universidade, seja ainda por ser o canal aberto de interlocução com a sociedade”, explica a chefe da Divisão de Comunicação Institucional da PRCEU, Evania Maria Guilhon e Sá.

Ações articuladas

Juntamente com esta nova identidade visual, que tem na logomarca a representação gráfica de seus valores, a PRCEU quer mostrar que não é só um conjunto de atividades culturais, mas ações articuladas nesta área. Segundo a pró-reitora, na USP, a cultura e a extensão ofertadas são fruto de suas pesquisas, sendo uma forma de a Universidade aplicar sua produção científica, pensar e corrigir os seus rumos. Ela lembra que a cultura e extensão não podem ser realizadas de uma maneira assistencialista, mas vinculada a métodos pedagógicos. “O desenvolvimento da cultura e extensão sem reflexão crítica vira barbárie, mera reprodução. Por isso, estamos realizando seminários para trocar, fazer extensão sobre os conhecimentos obtidos e pensar a nossa Universidade”, destaca.

Atividades realizadas

Em complemento a esta visão, durante o último biênio foi estabelecida uma dinâmica para a avaliação de mérito de todas as demandas solicitadas para realização das atividades de cultura e extensão no âmbito da Universidade. Isso foi feito através da regulamentação dos procedimentos, implantação de critérios norteadores e a constituição de uma base de dados de pareceristas habilitados (professores da USP) que emitem avaliações sobre as solicitações encaminhadas.

Com o intuito de possibilitar a articulação das políticas de gestão para áreas afins e agilizar a gestão administrativa através da fusão do corpo administrativo que passa a exercer uma administração compartilhada, os órgãos da Pró-Reitoria com vocações afins passam a ocupar espaços comuns, revitalizados para oferecer condições ideais para abrigá-los. Além disso, foram agrupados em quatro núcleos, de acordo com a semelhança das atividades realizadas: das artes (se situará no Anfiteatro de Convenções Camargo Guarnieri), dos direitos (ocuparão o espaço físico recentemente reformado, localizado na região das Colmeias do campus da Cidade Universitária); preservação cultural e memória; e difusão científica.

Outra importante iniciativa foi a reformulação e reativação de alguns Programas e Projetos que já existiam na PRCEU ou em outros setores da Universidade, entre os quais podem ser destacados: a Comissão de Estudos de Problemas Ambientais (CEPA), o USP Legal – voltado à inclusão de pessoas portadoras de deficiência na Universidade; O Eu na USP Jr. foi extinto e teve as atividades ampliadas com a implantação do Novos Talentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), realizado em parceria com a Pró-Reitoria.

Além disso, foi criado o Programa USP Diversidade – que, inicialmente, trata da diversidade sexual, mas que no qual, gradualmente, serão incluídos outros segmentos e grupos; o Circular Cultural – uma linha de ônibus circular que levará gratuitamente a comunidade USP e visitantes às Unidades e pontos que exibam mostras, recitais, apresentações, congressos e demais atividades culturais. Todas estas ações vão ao encontro da ideia de discutir as políticas de cultura e extensão. “Temos como um dos objetivos formar o gosto, o público, experimentar, ser vanguarda, porque esta área dentro da Universidade não deve só reproduzir”, comenta Maria Arminda.

A estrutura física dos órgãos da Pró-Reitoria também não foi esquecida. O Museu de Ciências passou a funcionar nas instalações do Parque de Ciência e Tecnologia (Parque CienTec); foram iniciadas as obras do Centro Universitário Maria Antonia; criado um projeto executivo de recuperação e ampliação do Anfiteatro de Convenções Camargo Guarnieri, cujas obras começam neste semestre, que além de corresponder à necessidade de receber seminários e eventos diversos, abrigará as artes. A Pró-Reitoria também está buscando, junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e outras fontes externas de financiamento, recursos para intervenções nos espaços do Centro de Preservação Cultural (CPC); Parque CienTec; Estação Ciência; Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos; e como apoio ao Museu de Zoologia.

Para este ano e o próximo, além de dar seguimento e desenvolvimento aos projetos já realizados, Maria Arminda elenca como desafios aprofundar: as qualificações e o julgamento de mérito dos projetos e ações, a relação pesquisa-extensão; e as discussões para formular as políticas de cultura e extensão. De acordo com a pró-reitora, o objetivo é continuar no caminho da construção da identidade e da integração cada vez maior com toda a Universidade, “tirando as pessoas das ‘caixas’ que colocam o conhecimento separado, sem interconexão, e prepará-las para os desafios da sociedade”, finaliza.

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