Coordenadoria promove Programa de Inclusão Digital

A partir deste mês, a CTI promove o Programa de Inclusão Digital 2011 na USP. O programa dará a alunos, docentes e funcionários a oportunidade de comprar softwares e equipamentos de informática para uso particular com descontos especiais nos sites das empresas participantes.

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A partir deste mês, a Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) promove o Programa de Inclusão Digital 2011 na USP. O programa dará a alunos, docentes e funcionários a oportunidade de comprar softwares e equipamentos de informática para uso particular com descontos especiais nos sites das empresas participantes.

Até 25 de março, das 10h30 às 19h30, acontece em São Paulo uma exposição de equipamentos, na praça dos Bancos, à avenida Professor Luciano Gualberto, na Cidade Universitária, em São Paulo. Após esse período, a exposição passará também pelos campi do interior, marcando presença nos dias 28 e 29 de março em Ribeirão Preto, 30 e 31 de março em São Carlos e no dia 1º de abril em Piracicaba.

Essa facilidade atual em se adquirir tecnologia tornou difícil imaginar a vida sem seus benefícios. O próprio termo “inclusão digital” revela uma necessidade de garantir que todos tenham acesso ao mundo da informática. Mas não é preciso voltar muito no tempo para lembrar da época em que modem, notebook, microcomputador e outros dispositivos eram apenas nomes distantes da realidade.

O Programa de Inclusão Digital 2011 acontece virtualmente, de acordo com o regulamento de cada empresa participante. As exposições se destinam apenas para que os interessados possam interagir com os equipamentos e softwares oferecidos. Participam do evento Lenovo, HP, Itautec, STi, Microsoft e Dell. Para mais informações, acesse o site da CTI.

A USP e a informática

A Universidade sempre teve tradição no desenvolvimento de tecnologias. Mas como nem todos dominam os avanços mais recentes, alunos, funcionários e docentes, ao longo de quase 40 anos, tiveram que se adaptar às novas formas de tecnologia que trouxeram à educação e ao funcionalismo novos ares.

Há mais de 30 anos trabalhando na USP, Maria Cecília de Mello Amorozo Francisco, da CTI, presenciou o crescimento das tecnologias nos campi. “Na década de 70, nós tínhamos por aqui apenas alguns terminais burros, que utilizavam cartões perfurados, redes formadas por um servidor e vários terminais sem capacidade de processamento.” Tudo que eles faziam era mostrar imagens e enviar dados digitados, enquanto todas as informações eram processadas pelo servidor.

As mudanças mais profundas começaram a acontecer com a instalação dos microcomputadores. Apesar de a Escola Politécnica, desde 1962, já utilizar um computador IBM 1620 para as disciplinas de Cálculo Numérico, seu uso era restrito. Foi só em meados de 1980 que os microcomputadores foram instalados para uso geral. “Eles eram bem arcaicos, sem discos físicos, mas foram uma revolução para a época”, conta Maria Cecília. A partir desse momento, a modernização da Universidade se expandiu e passou a afetar diretamente a vida acadêmica.

Como parte do projeto de Modernização Tecnológica da Informática Administrativa (MTIA), em maio de 1992 foi inaugurada a primeira Sala Pró-Aluno da USP, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Maria Cecília conta que “as Salas Pró-Aluno foram criadas com o objetivo de dar aos alunos acesso aos microcomputadores, mas alguns achavam tudo aquilo um bicho de sete cabeças”. Ainda sob intervenção da MTIA, a Coordenadoria também prestou serviços de treinamento aos funcionários, até 1998, para que eles pudessem “domar” a nova tecnologia que agora passava a predominar na administração central.

Com uma rede de dados já consolidada e pessoal capacitado, a relação entre uspianos e informática, a partir de 2000, já era uma questão bem resolvida. Maria Cecília conta: “É curioso ver como as coisas mudaram. Hoje em dia, muitos alunos levam seu próprio notebook para a aula e as Salas Pró-Aluno não são tão essenciais nem assustadoras quanto eram”. Atualmente, a Universidade possui aproximadamente 40 mil computadores, 11 mil alunos que utilizam internet em sala de aula e 44 mil contas cadastradas para o acesso wireless.

(Texto de Isabella Morais, da Revista Espaço Aberto – publicado no Jornal da USP, edição nº 917)

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