Comunicado CRUESP nº 03/2009

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Em relação às recentes manifestações sobre o reajuste salarial deste ano das universidades estaduais paulistas, o CRUESP faz os seguintes esclarecimentos.

1. Nos últimos anos, os reajustes salariais das universidades estaduais paulistas têm superado os índices de inflação de seus respectivos períodos, inclusive de modo a concretizar aumentos reais de poder aquisitivo. Neste ano, em que o comportamento da economia não permite fazer projeções seguras, o reajuste foi de 6,05% sobre os salários pagos em maio, cobrindo a inflação dos últimos 12 meses. 

2. A autonomia conquistada em 1989 tem como contrapartida a responsabilidade pela gestão orçamentária e financeira das universidades. Desse modo, não podemos praticar uma administração temerária dos recursos obtidos em função dos impostos pagos pela sociedade, e isso implica que decisões de caráter permanente, como reajustes salariais, devem ser atreladas ao comportamento da arrecadação tributária e ao funcionamento com qualidade das universidades.

3. Sem observar essas diretrizes, promoveríamos o sucateamento das universidades estaduais paulistas, que hoje respondem por cerca da metade da pesquisa científica brasileira de nível internacional e têm grande parte da responsabilidade na formação de recursos humanos altamente qualificados do país. Além disso, estaremos dando razão àqueles que são contra o ensino superior público e gratuito. Portanto, o CRUESP age de forma responsável e sem demagogia ao conceder reajustes salariais sem comprometer as atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração e a salvaguarda das despesas correntes em situações de queda na arrecadação tributária, como ocorre no momento atual.

4. Diferentemente do que tem sido afirmado à imprensa, o CRUESP permitiu, na reunião agendada para o dia 25 de maio, a participação dos representantes sindicais das universidades estaduais paulistas e de dois alunos de cada uma das três instituições. O que não foi permitido, e não o será, é a presença em nossas reuniões de pessoas que não pertencem aos quadros funcionais de nossas instituições. 

5. Os reitores da Unesp e da Unicamp apóiam a medida judicial tomada pela reitora da USP, em face do impedimento de acesso a prédios da Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira”, mediante o uso da força e do constrangimento, por parte de um grupo de servidores da USP.

6. O Fórum das Seis se recusou a participar da reunião agendada para o dia 25 de maio, influenciando o comportamento da manifestação no entorno do edifício da Reitoria da USP, o que propiciou a invasão do referido prédio e o constrangimento que se seguiu. 

7. As reuniões com o Fórum das Seis serão retomadas com a cessação de ações coercitivas prejudiciais ao pleno funcionamento das atividades institucionais.  

CRUESP

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