Colóquio da ONU discute patrimônio e herança cultural

Nos dias 12 e 13 de abril, o reitor Marco Antonio Zago participou do Colóquio Global de Reitores de Universidades, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Yale University. O tema do encontro foi “Patrimônio e Herança Cultural”.

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Reitores e docentes de universidades do mundo todo participaram do colóquio

Nos dias 12 e 13 de abril, o reitor Marco Antonio Zago participou do Colóquio Global de Reitores de Universidades, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Yale University. O tema do encontro foi “Patrimônio e Herança Cultural”.

Ao dar as boas vindas aos participantes do evento, o reitor da Yale University, Peter Salovey, afirmou este ser um momento crítico para a exploração dos elementos que compõem o tema da preservação do patrimônio cultural. “É uma honra para Yale, junto com a ONU, a convocação de um conjunto tão distinto de líderes que trazem tantas perspectivas para a discussão. Graças a vocês, temos a oportunidade de construir e colaborar em programas de investigação e ensino que vão fazer a diferença na sociedade humana”, disse ele para uma audiência formada por cerca de 60 dirigentes e docentes de 28 instituições de ensino superior de países como Chile, China, França, Itália, Japão, Coreia, Peru, África do Sul, Suécia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. A USP foi a única Instituição brasileira a participar do evento.

No dia 12 de abril, a apresentação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre os desafios e estratégias para a preservação do patrimônio, marcou a sessão de abertura do evento. O secretário conclamou às universidades e à comunidade internacional a fazer mais para proteger antigos sítios históricos, no Oriente Médio e norte da África, de grupos extremistas, como o Estado Islâmico.

Ki-moon citou as cidades de Palmyra, na Síria, e Timbuktu, no norte do Mali. Ambas têm antigos sítios históricos, que foram devastados por grupos extremistas nos últimos anos. Ele também mencionou Bamyan, no Afeganistão, onde o Taleban destruiu duas estátuas gigantes de Buda, em 2001.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, apresentou a palestra “Cultura em crise”, em que abordou as ameaças para o patrimônio cultural no mundo. Durante sua apresentação, Irina ressaltou a importância da preservação da herança cultural pelo mundo, afirmando que todos sofrem quando o patrimônio é destruído, não importa onde isso aconteça. “Somos uma única humanidade”, Irina disse, “em qualquer cultura, são objetos e sítios de valor universal excepcional”.

Além disso, também participou do evento o secretário-geral do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), Samir Abdulac, que preside o Grupo de Trabalho do Conselho para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural na Síria e no Iraque.

As atividades do colóquio foram organizadas pelo Instituto para a Preservação da Herança Cultural (IPCH, na sigla em inglês), ligado à universidade norte-americana, e que se dedica a “avançar no campo da ciência da herança científica por meio de pesquisa transdisciplinar, educação e formação, bem como a prática e treinamento, com o objetivo de reforçar a preservação sustentável do patrimônio cultural, interpretação e de acesso em serviço para a comunidade global de conservação”.

“As universidades estão particularmente bem posicionadas para dar uma resposta eficaz aos desafios e ameaças enfrentados pela herança cultural. O ambiente interdisciplinar e multicultural de nossas instituições é bem adequado para o desenvolvimento de soluções sustentáveis ​​para problemas tão complexos”, afirmou o presidente do Instituto, Stefan Simon.

Colóquios

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A professora da FAU, Beatriz Kühl, participou do workshop sobre diversidade cultural e preservação do patrimônio

A programação do colóquio também incluiu a promoção de workshops. A professora do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, Beatriz Mugayar Kühl, participou de duas dessas atividades, sobre a diversidade do patrimônio cultural e sobre a formação de profissionais na área.

Beatriz, que tem pós-doutorado em preservação pela Università delgi Studi di Roma La Sapienza, atua, principalmente, em linhas de pesquisas relacionadas a conservação e restauração, bens culturais, arquitetura ferroviária, arquitetura do ferro e arquitetura industrial.

“O colóquio teve como principal objetivo o de fortalecer o intercâmbio internacional para que as universidades colaborem, de maneira mais propositiva, na preservação do patrimônio cultural mundial”, destacou a docente.

Segundo ela, o resultado do encontro, apresentado na plenária realizada no dia 13, teve dois desdobramentos importantes: a formação de um consórcio de reitores e professores e a elaboração de um programa de ações para mobilizar as instituições no desenvolvimento de projetos conjuntos na área.

Para isso, foi formado um grupo que apresentará uma série de propostas para expandir a pesquisa interdisciplinar entre os países participantes, facilitar o compartilhamento mais eficaz e acesso a informações e dados e explorar oportunidades de aprendizagem para os alunos dentro das comunidades em que as Universidades se baseiam.

(Fotos: Divulgação / Com informações do Escritório de Relações Públicas e Comunicação da Yale University)

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