Museu Paulista inaugura mostra no espaço expositivo da Reitoria

A exposição aborda a presença do Museu na paisagem urbana paulistana e os usos que o transformaram em um dos mais visitados de São Paulo

  • 1
  •  
  •  
  •  
  •  
Uma das imagens que faz parte da exposição é a foto feita por Guilherme Gaensly, em 1890, registrando um festejo realizado na frente do edifício-monumento – Foto: Acervo Museu Paulista

No próximo dia 14 de março, o Museu Paulista da USP abre ao público, no saguão do prédio da Reitoria, a exposição “Território, Edifício, Museu: Trajetórias do Museu Paulista e seu Edifício-Monumento”, que aborda a presença do Museu na paisagem urbana paulistana e os usos que o transformaram em um dos mais visitados de São Paulo.

A mostra apresenta 15 painéis com imagens de vistas aéreas, mapas do entorno e plantas do Museu, além de fotos históricas sobre a obra e a inauguração do edifício-monumento, em 1895. Na exposição, o visitante também terá a oportunidade de explorar uma maquete do prédio e objetos táteis que apresentam elementos arquitetônicos do edifício, de forma a fornecer elementos acessíveis na exposição. A curadoria é da diretora do Museu Paulista, Solange Ferraz de Lima, e do professor do Museu, Jorge Pimentel Cintra.

Detalhe arquitetônico do prédio do Museu – Foto: José Rosael

O edifício-monumento foi inaugurado como um marco representativo da Independência. Ainda durante sua construção, o então chamado Monumento do Ypiranga foi destinado a abrigar o Museu do Estado, que, em 1893, passou a se chamar Museu Paulista. No ano de 1963, foi integrado à Universidade de São Paulo, tendo como nome oficial Museu Paulista da USP. Ao longo do século XX, o local ficou conhecido como Museu do Ipiranga, nome registrado no imaginário nacional e em centenas de produções até os dias de hoje.

O Museu foi fechado à visitação pública em 2013 e, desde então, o edifício vem passando por uma série de intervenções estruturais. Paralelamente, o Museu começou a tratar da transferência de seus acervos para viabilizar a execução das obras, tendo sido concluídas e reabertas ao público a Biblioteca e a área de Documentação Histórica e Iconografia. Além disso, manteve-se ativo junto a diversos públicos, por meio de ações educativas e culturais realizadas em diferentes espaços.

Em dezembro do ano passado, foram anunciados os projetos vencedores do concurso nacional de arquitetura para o restauro e a modernização do edifício-monumento. A empresa vencedora, que ganhou o direito de celebrar o contrato para o desenvolvimento do projeto executivo das obras e receberá o prêmio de R$ 25 mil, foi a Hereñu + Ferroni Arquiteto Ltda.

O vencedor terá o prazo de 12 meses, a contar da assinatura do contrato, para a elaboração do projeto executivo, com um custo de R$ 5,6 milhões. Com o projeto finalizado, a USP poderá efetuar a licitação das obras, que deverão ter início em 2019. A previsão é que o museu seja reaberto em 2022, nas celebrações do Bicentenário da Independência. O edifício passará a ser dedicado exclusivamente à visitação pública, com exposições e espaços de fruição visual de sua arquitetura monumental.

Espaço expositivo

O saguão do prédio da Reitoria tem se caracterizado, desde 2014, como importante espaço expositivo na Cidade Universitária. Naquele ano, duas exposições ficaram em cartaz no local: “Matemateca”, do Instituto de Matemática e Estatística (IME), que apresentou diversos objetos com significado matemático, desde jogos de tabuleiro 3D até formas geométricas que poderiam ser consideradas obras de arte; e “Porquoi les Mathématiques?”, montada em parceria com a Maison des Mathématiques et de l’Informatique de Lyon.

Uma das mostras realizadas no espaço expositivo da Reitoria reuniu seleção de gravuras de Di Cavalcanti da coleção do Museu de Arte Contemporânea da USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Em 2015, a exposição “Traço|Compassos: Mário de Andrade em caricaturas”, organizada pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), homenageou os 70 anos da morte do escritor, com 30 obras assinadas por Nássara, Millôr Fernandes, Paulo Cavalcanti, Antonio Paim Vieira, Hilde Weber, José Corrêa Moura, Nicolielo, Hippert, Baptistão, Cláudio Duarte, entre outros artistas. No mesmo ano, de agosto a novembro daquele ano, foi a vez da exposição “MAE/USP e a Amazônia: alguns olhares da Arqueologia”, organizada pelo Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade. A exposição reuniu 43 peças oriundas do acervo de arqueologia amazônica, considerado um dos maiores do Brasil.

Em 2016, 320 peças dos acervos dos Museus Paulista e de Arqueologia e Etnologia fizeram parte da exposição “Moedas da Antiguidade Romana nos Acervos da USP – Museu Paulista (MP) e Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE)”.

No ano passado, duas exposições ocuparam o local: “Terra Papagalli”, que reuniu 32 ilustrações de papagaios, araras, periquitos e maracanãs de autoria do artista plástico Eduardo Parentoni Brettas; e “Di Cavalcanti – Papel em Destaque”, que apresentou 41 obras em papel, reunindo ilustrações produzidas para livros, caricaturas, charges (muitas vezes assinadas com o pseudônimo “Urbano”) e desenhos produzidos para capas de revista. As obras fazem parte da coleção de 564 desenhos doados pelo próprio artista ao Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.

A mostra “Território, Edifício, Museu: Trajetórias do Museu Paulista e seu Edifício-Monumento” estará aberta ao público até o dia 6 de julho, de segunda a sexta, das 9h às 18h. A entrada é gratuita. O espaço expositivo do prédio da Reitoria está localizado à Rua da Reitoria, 374, na Cidade Universitária, em São Paulo.

  • 1
  •  
  •  
  •  
  •  

Textos relacionados