Exposição sobre códices mexicanos aproxima Brasil e México

A exposição “Códices mexicanos: imagens, escritura e debate” fica em cartaz na FFLCH até o dia 20 de julho

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Está em cartaz, até o dia 30 de julho, a exposição Códices mexicanos: imagens, escritura e debate, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

A mostra é gratuita e apresenta 12 reproduções dos famosos livros que mesclam imagens e escrita, confeccionados pelos povos indígenas da Mesoamérica (região do continente americano que abrange desde o centro de Honduras e noroeste da Costa Rica até o México) nos períodos pré-hispânico e colonial. É a primeira vez que as reproduções das obras são exibidas publicamente no Brasil.

A mostra é gratuita e pode ser vista até o dia 30 de julho, de segunda a sábado, das 10h às 21h, no saguão dos novos auditórios do prédio de Geografia e História da Faculdade

Atualmente, os códices mesoamericanos originais encontram-se em bibliotecas e arquivos de países europeus, dos Estados Unidos e, principalmente, do México, onde alguns códices pertencem a comunidades indígenas atuais e se constituem como objetos de conformação de suas identidades comunitárias.

As reproduções expostas são emprestadas dos acervos da titular da Cátedra José Bonifácio da USP, Beatriz Paredes, que foi embaixadora do México no Brasil entre janeiro de 2013 e janeiro de 2017, e das coleções de obras raras da Biblioteca Florestan Fernandes e do Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos (Cema), ambos da FFLCH, com apoio do Consulado-Geral do México em São Paulo.

Abertura

A cerimônia de abertura da exposição foi realizada no dia 23 de maio. A diretora da FFLCH, Maria Arminda do Nascimento Arruda, iniciou a saudação ao público agradecendo o empenho dos funcionários que trabalharam para a realização e a divulgação do evento, bem como o dos coordenadores do Cema, que são os curadores da exposição.

A dirigente falou das relações cultivadas há décadas com o Consulado-Geral do México em São Paulo e da relevância da mostra que vai além dos documentos expostos. “Esta exposição tem o condão de aproximar e reforçar as relações entre a USP e as instituições mexicanas. Vivemos um mundo tão desconcertante e desnorteador, que nos obriga, até mais do que no passado, a reviver as raízes comuns das sociedades ibero-americanas”, destacou.

O diretor do Instituto de Relações Internacionais (IRI), Pedro Boholometz de Abreu Dallari, ressaltou sua satisfação em ver concretizada a parceria entre a FFLCH e a titular da Cátedra José Bonifácio, que é uma iniciativa do Centro Ibero-Americano (Ciba), núcleo ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e ao Instituto.

“É importante esta transversalidade entre as áreas e a FFLCH, que, com esta exposição, consegue integrar a Universidade e suas pesquisas.” Dallari aproveitou para fazer uma explicação sobre a Cátedra, que convida uma personalidade do mundo ibero-americano para ministrar atividades acadêmicas na Universidade durante um ano letivo – Beatriz é a quinta pessoa a ocupar o cargo.

(Da esq.p/dir) Pedro Dallari, Beatriz Paredes, Vahan Agopyan, Maria Arminda do Nascimento Arruda, Margarita Pérez Villaseñor e Gerson Damiani, durante a abertura realizada no dia 23 de maio

“É um orgulho fazer parte e colaborar nesta exposição”, afirmou a cônsul-geral do México em São Paulo, Margarita Pérez Villaseñor.

Beatriz Paredes, que propôs a exposição, contou ter nascido e vivido sua infância no México em dois povos de origem pré-colombiana, de onde são dois códices expostos, o que, para ela, torna ainda mais especial o evento. “Esta inauguração representa e concretiza um sonho. Os códices são importantes por ser um pedaço de nossa pele, da pele do povo da América Latina”.

A embaixadora afirmou que um dos motivos de ter aceitado participar das atividades na USP foi para ajudar a aprofundar e estreitar os vínculos na América Latina através do meio acadêmico. “Quero ser uma ponte entre a Universidad Nacional Autónoma de México (Unam) [ela é socióloga formada por esta instituição] e esta grande Universidade, a USP”.

Em apoio à ideia de aumentar os vínculos, o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, afirmou que o Brasil demorou muito para fazer intercâmbio com a América Latina. “Nós desconhecemos o continente, e uma forma de conhecê-lo é por meio da iniciativa desta exposição”, ressaltou.

Logo depois da cerimônia, com a mediação do professor do Departamento de Antropologia da FFLCH, Márcio Silva, os coordenadores do Cema e curadores da exposição, Eduardo Natalino dos Santos e Pedro Paulo Salles, respectivamente, professores da FFLCH e da ECA, fizeram uma apresentação sobre os códices Mesoamericanos, composição, temas e seu estudo no Brasil.

A exposição

A mostra Códices mexicanos: imagens, escritura e debate é gratuita e poderá ser vista até o dia 30 de julho, de segunda a sábado, das 10h às 21h, no saguão dos novos auditórios do prédio de Geografia e História da Faculdade. Toda terça-feira, às 18h, acontecerão as visitas guiadas. Para grupos ou escolas, o agendamento deve ser feito pelo e-mail cema@usp.br.

O saguão dos novos auditórios do prédio de Geografia e História da Faculdade está localizado na Av. Professor Lineu Prestes, 338, na Cidade Universitária, em São Paulo. Mais informações pelo telefone (11) 3091-4938.

(Com informações da Assessoria de Comunicação Social da FFLCH)

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