Campus USP de Ribeirão Preto reinaugura Restaurante e Teatro

As reinaugurações do Restaurante e do Teatro marcam o resgate de prédios históricos do campus de Ribeirão Preto

As cerimônias aconteceram no dia 24 de janeiro e reuniram dirigentes, professores, funcionários e alunos – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Em um de seus últimos compromissos públicos, o reitor Marco Antonio Zago, que deixou o cargo no dia 25 de janeiro, visitou o campus USP de Ribeirão Preto e participou das reinaugurações do Restaurante e do Teatro, instalados em prédios históricos do campus.

“Eu me sinto imensamente satisfeito por estar aqui hoje. Em primeiro lugar, por estarmos inaugurando espaços de encontro entre as pessoas, e isso é central na vida da Universidade. Não existe universidade sem que as pessoas tenham espaços para se encontrar, para discutir, concordar, discordar e comemorar. Em segundo lugar, porque tenho a grande satisfação de terminar o último dia de mandato aqui em Ribeirão Preto, cercado tanto pelas pessoas que compartilharam a gestão comigo em São Paulo quanto por aquelas que ficaram em Ribeirão e agora me acolhem novamente”, afirmou Zago.

Américo Ceiki Sakamato, prefeito do campus de Ribeirão Preto, durante a cerimônia de reinauguração do Restaurante do Campus – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O prédio, conhecido como casa do administrador, passou por uma reforma e agora abriga o Restaurante do Campus. Construído em 1902, para Jacob Schmidt, administrador da Fazenda Monte Alegre e filho de Francisco Schmidt, dono da fazenda que hoje abriga o campus, o edifício é uma típica moradia rural paulista do início do século XX.

“Este era um campus, essencialmente, da área de saúde que foi ganhando contornos diferentes com a criação de cursos da área de humanidades e, agora, temos um campus diversificado. Dessa forma, precisamos de espaços para circular em conjunto, entender e transformar em ação o conceito de interdisciplinaridade”, disse a diretora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) e presidente do Conselho Gestor do Campus USP de Ribeirão Preto, Silvana Martins Mishima.

A cerimônia contou com a apresentação do Grupo Zênite do Coral da USP Ribeirão Preto.

Novo Teatro do Campus

Originalmente construído para ser um Centro Ecumênico, o espaço passou a abrigar também atividades artísticas e culturais – Foto: Cecília Bastos/USPImagem

Outra construção que passou por uma adequação e ganhou nova função foi o espaço conhecido como Centro Ecumênico, que agora abriga o Teatro do Campus.

Construído na década de 1960, o prédio foi originalmente batizado como Capela São Lucas. O projeto com linhas modernistas manteve paredes flutuantes, penduradas em balanço por colunas e vigas que criam um pé-direito de 7 metros e 547 metros quadrados de vão livre, com vitrais do artista Bassano Vaccarini.

Aos poucos, o local passou também a abrigar atividades artísticas e culturais como ensaios do Coral da USP Ribeirão, concertos e espetáculos teatrais. O uso frequente do espaço mostrou necessidades que não haviam sido contempladas no projeto original. Em 1994, começou a sua adaptação e, em 2003, foi reinaugurado como Espaço Cultural Capela. Em junho de 2017, foi iniciada uma nova reforma para atender às necessidades de acessibilidade e segurança. Foram reformados os sanitários, o telhado, o palco, as estruturas cênicas e os forros e instalado elevador.

A reinauguração do espaço, agora denominado Teatro do Campus, foi marcada pela apresentação da USP-Filarmônica.

O prefeito do Campus USP de Ribeirão Preto, Américo Ceiki Sakamoto, aproveitou a ocasião para falar um pouco sobre a história dos dois edifícios e a importância de recuperar esses espaços. “Temos que nos afastar da estrutura de oito Unidades isoladas. Alinhados com a proposta da Reitoria, nós temos nos dedicado a promover uma nova vida no campus, com a criação de pontos de encontro. Os campi da USP devem evoluir para se tornar um exemplo de sustentabilidade e convivência. Temos pessoas e competências para garantir que Ribeirão Preto seja um modelo de campus para a USP”, explicou Sakamoto.

Com capacidade para aproximadamente 300 pessoas, o Teatro está em fase de acabamento e será liberado para utilização ainda neste semestre – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

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