Teatro da USP apresenta peças de Ibsen e Brecht

A partir de 25 de novembro, espetáculos do Núcleo Tusp de Teatro vão reunir atores de diferentes origens e formações

Por - Editorias: Cultura
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site slideshowA partir do dia 25 de novembro, o Teatro da USP (Tusp) estreia as peças O Pequeno Eyolf, de Henrik Ibsen, e Mahagonny, de Bertolt Brecht, em atividade do Núcleo Tusp de Teatro. O grupo é composto de atores de diferentes formações e origens, tendo como principal objetivo cumprir um papel de pertencimento ao espaço público.

Para o orientador de arte dramática do Tusp e coordenador do Núcleo Tusp da capital, René Piazentin, a iniciativa não tem a pretensão de ensinar ao ator a prática de cena, sendo diferente de um curso convencional de teatro. “A gente percebeu que era necessário pensar uma ação que não fosse tanto para o lado da formação”, afirma. “Não queríamos que fosse um curso ou uma aula de teatro, mas uma ação que levasse em conta e aproveitasse a formação que os interessados já têm.”

Segundo ele, a ação dos núcleos do Tusp é diferente se comparada entre os campi da capital e do interior. Ele explica que, em São Paulo, a oferta de cursos, oficinas, workshops e faculdades é muito grande; por isso, o núcleo da capital foi pensado de forma que não se tornasse algo redundante nesse contexto. “O que a gente percebe é que, como as faculdades do interior geralmente têm uma tendência maior para a área de exatas e biológicas, os Núcleos Tusp, ali, preenchem uma lacuna que as cidades e o entorno imediato daquela população universitária encontram. Aqui em São Paulo, a oferta é muito maior, por isso a ação do núcleo é diferenciada.”

As peças organizadas pelo núcleo fazem parte de uma ação chamada “experimento de montagem”. Para participar, os interessados devem passar por uma seleção que corresponde a fazer uma proposta de montagem de espetáculo ou de exercício cênico. Como afirma Piazentin, qualquer interessado pode inscrever-se no projeto, independentemente da sua trajetória profissional ou de sua formação. Depois que a seleção é feita, os membros do grupo avaliam alguns textos para escolher a peça que será apresentada.

site slideshow2Em 2016, o coordenador diz que desde o início a ideia do grupo era trabalhar uma peça de Bertolt Brecht. “A gente passou por diversos textos. Acabamos optando por fazer a nossa leitura de Ascensão e queda da cidade de Mahagonny, que no nosso espetáculo ficou como nome só Mahagonny, porque tinha mais a ver com o perfil do grupo e porque tinha uma questão musical que era muito forte para algumas pessoas ali”, explica. Já no caso de Ibsen, a escolha foi feita com pessoas que já eram do núcleo no ano passado. “Acabamos fazendo essa opção porque já era um texto dramático bem estruturado. No ano passado, eles haviam trabalhado uma obra literária, O processo, de Kafka. Então, eles tinham essa vontade de trabalhar um material dramático neste ano.”

Segundo Piazentin, a importância de iniciativas de extensão universitária, como é o caso dos Núcleos Tusp, é aproximar a USP do público externo. “Eu fiquei surpreso com a quantidade de gente interessada em ações desse tipo, incluindo pessoas já com formação na área, que já eram atores e atrizes profissionais e se sentiam motivados a participar de um projeto que não tem nenhum vínculo financeiro ou institucional com a USP”, declara. “Fiquei muito feliz em ver que mesmo em São Paulo, mesmo com todas as dificuldades que a gente tem em relação ao mercado de trabalho, essas pessoas que vêm de lugares muito diferentes têm esse interesse em cultivar um espaço de troca e que é livre de qualquer obrigação comercial. É como se a extensão fosse resolvida duplamente: ao mesmo tempo em que a gente consegue atrair pessoas de fora para uma ação que é desenvolvida dentro da Universidade, promovemos um espaço de encontro.”

Os espetáculos são apresentados no Teatro da USP, que fica localizado na Rua Maria Antonia, 294, na Vila Buarque, em São Paulo. O Pequeno Eyolf entra em cartaz a partir do dia 25 de novembro, todas as sextas-feiras e sábados, às 21 horas, e domingos, às 19 horas. A entrada custa entre R$ 5 e R$ 10.  Já Mahagonny será exibida a partir do dia 30 de novembro, todas as quartas e quintas-feiras, às 20h30, com entrada gratuita. A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo para a distribuição dos ingressos.  Para mais informações, acesse o portal do Tusp.

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