Semana de Arte Moderna de 1922 é reavaliada em seminário

Neste mês, seminário em São Paulo vai analisar o histórico evento que mudou a cultura brasileira

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Logotipo do projeto 3 vezes 22, que traz reflexões sobre passado, presente e futuro da Independência do Brasil e da Semana de Arte Moderna – Foto: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

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Entre os dias 21 e 24 de fevereiro, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP promove o seminário
Semana de 22: Olhares Críticos. Trata-se de um evento que pretende reavaliar criticamente o legado da Semana de Arte Moderna de 1922, ocorrido em fevereiro daquele ano, no Teatro Municipal de São Paulo. O evento é realizado em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU), ambos da USP, e o Serviço Social do Comércio (Sesc), 

Para discutir o tema, uma série de palestras será realizada no Centro de Pesquisa e Formação (CPF) do Sesc, em São Paulo, onde pesquisadores, professores, curadores, críticos e profissionais da arte vão analisar — através de uma variedade de interpretações — as ressignificações, reinvenções e mistificações que o histórico evento sofreu com o passar do tempo.

O seminário contará com a presença de docentes e pesquisadores da USP, como Maria Arminda do Nascimento Arruda, diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Carlos Augusto Calil, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), Aracy Abreu Amaral, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), e Marcos Antonio de Moraes, do IEB, além de especialistas de outras universidades, museus e institutos brasileiros.

Fachada do Teatro Municipal de São Paulo, local onde foi realizada a Semana de Arte Moderna de 1922 – Foto: Wikimedia Commons

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Para Maurício Trindade, gerente adjunto do CPF e um dos palestrantes convidados, a Semana de Arte Moderna de 1922 “repercutiu no Brasil inteiro, gerando um debate acerca do que se produzia no País em termos de arte” e buscando pensar “como o Brasil poderia ser traduzido dentro de uma linguagem mais aberta, mais fluida e mais colada à nossa realidade”. Nesse sentido, o seminário, segundo Trindade, “vai trazer elementos artísticos, históricos, memorialísticos, sociológicos e políticos vinculados à Semana de Arte Moderna e ao período da década de 1920”, bem como vai “pensar e trabalhar” aquele evento como um “lugar de memória, que concentra elementos culturais para se pensar a história brasileira”.

O seminário faz parte do projeto 3 vezes 22, que traz reflexões sobre o passado, o presente e o futuro de duas datas representativas na história do Brasil: a Independência, em 1822, e a Semana de Arte Moderna, em 1922. A ideia é pensar como tais acontecimentos se conformaram, trazendo perspectivas para o futuro, através de seminários, exposições e publicações de livros até ao ano de 2022, bicentenário da Independência do Brasil e aniversário de cem anos da Semana de Arte Moderna.

Para informações sobre endereço, datas e horários do evento, bem como valores e inscrição, consulte o site http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/semana-de-22-olhares-criticos.
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