Professora da USP é eleita para a Academia Brasileira de Música

Flávia Camargo Toni ocupará a cadeira de número 40, que tem como patrono o escritor Mário de Andrade

Por - Editorias: Cultura
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A professora Flávia Toni – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

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A professora titular do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP Flávia Camargo Toni foi eleita com 21 votos para a cadeira número 40 da Academia Brasileira de Música, que tem como patrono o escritor Mário de Andrade.

A apuração dos 35 votos ocorreu em 27 de outubro de 2017, na sala da diretoria da Academia Brasileira de Música, com a supervisão de André Cardoso, presidente da Academia, e a participação do acadêmico Flavio Silva e da diretora-executiva Valéria Ribeiro Peixoto. A data da posse da nova acadêmica será anunciada em breve.

Mestre e doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, Flávia se especializou no estudo de questões que envolvem a literatura musical de Mário de Andrade. Para a docente, ocupar a cadeira do consagrado modernista é algo gratificante. “Minha responsabilidade agora é ainda maior. Como porta-voz, devo continuar esse trabalho, mas agora em maior escala, já que a partir deste momento toda a produção perpassa o âmbito da Universidade’’, analisa. Segundo Flávia, fazer parte da Academia Brasileira de Música representa uma oportunidade de estabelecer laços entre os profissionais do instituto e da Academia. ‘’Ser escolhida por parte dos musicólogos é muito gratificante. Cada um tem sua trajetória, com peculiaridades e competências, mas, quando você faz parte de um espaço como esse, você pode ampliar sua voz.”

Como musicóloga, Flávia atuou em conjuntos musicais como instrumentista de viola da gamba e de violoncelo e, em 1973, participou da I Bienal Internacional de Música, realizada em São Paulo.

Outro destaque da carreira de Flávia Camargo Toni é sua atuação como orientadora de alunos de mestrado e doutorado. ‘”Como orientadora, busco conviver o maior tempo possível com meus orientandos. Procuro, ainda, criar situações para que fiquemos próximos, porque isso estimula o diálogo e é fundamental para um amadurecimento e aprendizado mútuo. Posso dizer que contribuo para o desenvolvimento dos alunos, mas aprendo com essa experiência’’, diz.  

“Com um maior tempo de atuação, nós nos tornamos pessoas mais maduras. Não só em termos de idade, mas intelectualmente também. Nesse confronto do tempo com a trajetória, uma escolha como essa é o reconhecimento de toda a sua dedicação’’, afirma Flávia, referindo-se à sua eleição para a Academia Brasileira de Música. ‘’Esse é um sentimento confortável, porque há a constituição de uma trajetória saudável e, com essa escolha, vem a certeza de que sua produção vai ecoar’’, completa. Flávia Camargo Toni é filha do professor, maestro e músico Olivier Toni (1926-2017), um dos fundadores do Departamento de Música da ECA.


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