Paulo Emilio imprimiu a sua paixão em livros

A obra literária de Paulo Emilio Salles Gomes teve os direitos adquiridos pela Companhia das Letras. Os livros integram uma coleção especial coordenada por Carlos Augusto Calil, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP

Por - Editorias: Cultura
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Não dá para entender a dimensão do cinema brasileiro sem ler 70 Anos do Cinema Brasileiro, de Paulo Emilio Salles Gomes, em parceria com o cineasta Adhemar Gonzaga. Lançado pela primeira vez em 1966 pela Editora Expressão e Cultura, é considerado um clássico da história do cinema nacional. O crítico e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP mergulhou não só na análise dos filmes, mas nas histórias dos cineastas, entre elas a do pioneiro Humberto Mauro, que se destaca pela produção nas áreas de documentário e ficção de 1920 até 1970. No livro Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte, lançado pela Editora Perspectiva em 1974, Paulo Emilio conta a sua história destacando especialmente a técnica do cineasta e os temas brasileiros.
20160901_02_livro70rostoPaulo Emilio deixou um legado precioso. Materializou a sua paixão pelas histórias e filmes, numa obra considerada das mais importantes da historiografia do cinema brasileiro. Os direitos dos escritos do professor e crítico foram adquiridos pela Editora Companhia das Letras. A escritora Lygia Fagundes Telles, com quem o crítico foi casado, transferiu o direito dos livros, artigos e inúmeras publicações em jornais e revistas para a editora. Toda a sua obra já está sendo reeditada com o selo Coleção Paulo Emilio Salles Gomes, com a curadoria de um de seus alunos mais dedicados, Carlos Augusto Calil, hoje professor da ECA. No ano passado, Calil abriu o projeto de reedição organizando o livro O Cinema no Século, uma coletânea de 83 artigos publicados em jornais de 1941 a 1970. O curador pretende lançar outros livros reunindo os textos a partir de critérios temáticos. “O recorte garante legibilidade, aproxima o autor do público não familiarizado com a sua obra”, justifica.

Para comemorar os 100 anos de nascimento de Paulo Emilio, a Companhia das Letras lança dois livros, Uma Situação Colonial e Revolução, Cinema e Amor. Em um artigo publicado no site da Cinemateca Brasileira, Lygia Fagundes Telles lembra: “Escrevemos juntos Capitu, inspirado no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis”. Também faz questão de registrar as impressões do cineasta francês François Truffaut, ao ler os escritos de Paulo Emilio: “Passou por minhas mãos o manuscrito do mais belo livro de cinema que já li”. Lygia traça um perfil do cineasta. “Considerado um subversivo pela ditadura militar, Paulo Emílio foi preso, mas fugiu numa fuga espetacular, por um túnel cavado nos subterrâneos do próprio presídio e que ia dar Deus sabe onde.” E sintetiza: “Era um socialista que amava a música, o vinho tinto e os gatos”.

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