Livros didáticos ensinam história antiga de forma desatualizada, dizem professores da USP

Especial Mundo Antigo

Por - Editorias: Cultura
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Arte sobre foto Cecília Bastos/USP Imagens
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Atualmente, no Brasil, os livros didáticos reproduzem certos conceitos sobre a Antiguidade que começaram a ser elaborados no século 19, foram consagrados pela historiografia tradicional e são ensinados até hoje nas escolas de forma acrítica.

Um desses conceitos se refere à forte ênfase dada às cidades de Atenas e Esparta, que desconsidera a existência, na mesma época, de cerca de 1.200 póleis – como os gregos denominavam suas comunidades mais complexas – em torno do Mediterrâneo, uma imensa riqueza cultural ignorada no ensino fundamental e médio brasileiro.

É o que afirmam dois professores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, Maria Cristina Kormikiari e Vagner Porto. Segundo eles, as editoras de livros didáticos poderiam dialogar mais com as universidades e, com isso, difundir conhecimentos mais de acordo com os resultados das pesquisas acadêmicas atuais. Esse tipo de informação sobre o mundo antigo, mais diversificada e balizada, acaba não sendo solicitada nos exames vestibulares, lamentam os docentes.

Nesta reportagem especial, o Jornal da USP discute a situação do ensino de História Antiga nas escolas do Brasil. Em textos e imagens, o jornal mostra o descompasso entre os livros didáticos e as mais recentes descobertas da arqueologia.

A reportagem apresenta também as contribuições do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca) do MAE para a compreensão do mundo antigo, como a exposição Pólis – Viver na Cidade Grega Antiga, em cartaz no MAE.

As fotografias publicadas nesta reportagem revelam o valioso acervo do MAE relativo ao mundo antigo, formado por mais de 1.000 peças originais.

Boa leitura.

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Estudantes durante visita ao acervo do MAE - Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
Estudantes durante visita ao acervo do MAE – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

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Editoras desconsideram pesquisas acadêmicas, segundo docentes

Ao abordar a Antiguidade, os livros didáticos tendem a reproduzir questões, valores e perspectivas elaborados na época da formação das ciências modernas, o século 19. É por isso que, nas publicações distribuídas nas escolas, a Grécia antiga, por exemplo, é abordada dentro de uma hierarquia em que política e economia se destacam, em detrimento de outras esferas da sociedade. Se atualmente esses aspectos são distintos e preponderantes na sociedade, no mundo antigo eles estavam imbricados, ou seja, não havia uma separação cartesiana das esferas: religião, política, economia, organização social.

Essa é uma das críticas aos livros didáticos feitas pelos professores Maria Cristina Kormikiari e Vagner Porto, ambos do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Segundo eles, ainda existe a necessidade de se aumentar o diálogo entre Ministério da Educação, editoras e academia, o que seria essencial para que o conteúdo ministrado em sala de aula caminhasse em paralelo com as pesquisas de ponta. Eles ressaltam, porém, que nos últimos anos há, sim, um esforço de aproximação sendo feito. Esse esforço se reflete no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), acrescentam os professores.

Foto: Daniel Guimarães/SEE SP
Livros didáticos usados nas escolas possuem ideias ultrapassadas sobre história antiga – Foto: Daniel Guimarães/SEE SP

Uma área acadêmica que ainda é pouco explorada nos livros didáticos é, justamente, a arqueologia. Os livros acabam trabalhando imagens e materialidade de maneira apenas ilustrativa, perdendo a oportunidade de mostrar às crianças e aos jovens o potencial desses documentos para a formação do conhecimento sobre a Antiguidade.

A forte ênfase dada pelos livros didáticos a duas cidades da Antiguidade grega – Atenas e Esparta – também se deve a velhas e desatualizadas concepções sobre o mundo grego antigo, segundo os professores do MAE. Atualmente, encontra-se documentada a existência de nada menos que 1.200 cidades em torno do Mediterrâneo nos séculos anteriores à era cristã. “O mundo antigo não pode ser reduzido a Atenas e Esparta, porque ele possui uma diversidade e uma riqueza imensas”, destaca Maria Cristina Kormikiari, citando as pesquisas do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca) do MAE, que comprovam essa diversidade (leia texto abaixo).

O mesmo acontece com as referências dos livros didáticos ao Império Romano. Sempre retratado como implacável opressor dos “bárbaros” e monopolizador das relações entre os povos que subjugava, o regime dos césares, na verdade, se relacionava de formas distintas com as diferentes regiões sob seu domínio, que se estendiam da Península Ibérica à Mesopotâmia. Para os professores do MAE, as realidades locais representam variáveis que não podem ser esquecidas. A ideia de Império Romano deve ser pautada por relações que eram fluidas. “Precisamos respeitar as singularidades para entender a complexidade do Império Romano”, lembra Porto.

Outro exemplo do descompasso entre os livros didáticos e a realidade histórica se refere ao papel da mulher no mundo antigo. Para os professores do MAE, é preciso repensar a consagrada ideia de que as mulheres não tinham nenhuma participação política no mundo antigo. Os estatutos jurídicos relacionados às mulheres no Egito, na Grécia ou em Roma, por exemplo, eram bastante distintos e não são explorados. “A arqueologia tem subsidiado o tema de modo a trazer novas reflexões sobre o papel da mulher na vida social e política do mundo antigo.”

Já a mitologia, que nos livros didáticos aparece como mera curiosidade e um complemento às questões sobre política e economia, na realidade fazia parte da esfera religiosa e – como os professores insistem em dizer – não se pode pensar o mundo antigo com suas esferas compartimentadas. A religião exercia sobre as pessoas – e isso quer dizer sobre o viver social, a política e a economia – uma influência enorme, dificilmente perceptível hoje, acrescentam os professores.

O aparente imobilismo do mundo antigo expresso nos livros didáticos – que normalmente esboçam um retrato estático e separado de cada civilização antiga – contrasta com a realidade histórica, ainda segundo Cristina e Porto. Segundo eles, os povos que habitavam as margens do Mediterrâneo mantinham um intenso intercâmbio entre si, que proporcionava uma dinâmica troca de pessoas, mercadorias e ideias. “O Mediterrâneo foi chamado de ‘cimento líquido’ porque foi o meio de encontro de diferentes culturas durante séculos, e ainda é”, exemplifica Cristina. Essa complexidade do mundo antigo é mostrada numa exposição em cartaz atualmente no MAE, intitulada Pólis – Viver na Cidade Grega Antiga (leia texto abaixo).
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As dinâmicas relações entre os povos antigos
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Distorções

As distorções verificadas nos textos didáticos se devem a que as informações sobre a Antiguidade vêm de fontes textuais produzidas pelas cidades mais influentes daquela época, como Atenas e Roma, analisam os professores do MAE. Com base nessas fontes – continuam os docentes –, a historiografia tradicional consagrou uma determinada visão da Antiguidade que é reproduzida pelos livros didáticos. “Ao diversificar as fontes e utilizar os dados obtidos pela arqueologia, vemos surgir um mundo diferente, muito mais diversificado e rico”, diz Cristina. “Isso não está sendo contado para os alunos atualmente.”

Para a professora, é “muito importante” que a história do mundo antigo seja ensinada nas escolas, pois ele está na base da civilização ocidental. Mas não somente por isso. O mundo antigo enfrentou questões que, até hoje, são muito atuais, como a convivência de grupos culturalmente distintos, disputas territoriais e disputas religiosas, entre tantas outras. E essa história precisa ser contada de forma correta, diz.

20161118_mae_maria_cristina_kormikiariAs aulas de história não podem servir para o aluno decorar datas ou nomes de grandes líderes, mas sim para fazer com que ele seja capaz de se colocar no tempo e no espaço de forma crítica, através do conhecimento de outras culturas e formas de pensar.

Maria Cristina Kormikiari, professora do MAE

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Ela acrescenta que experiências ocorridas na Antiguidade podem servir para a discussão de questões da atualidade – como a liberdade, o racionalismo, a política, a reforma agrária e o papel da mulher na sociedade. “É por tudo isso que não podemos deixar de ensinar História Antiga na escola.”

O professor Vagner Porto ressalta que não apenas as escolas e os professores, mas todo o sistema educacional – incluindo o Ministério da Educação (MEC) – precisam rever o ensino do mundo antigo. A ideia de simplesmente retirá-lo das grades curriculares, como se chegou a discutir recentemente, empobreceria sobremaneira a formação dos jovens. “O ensino do mundo antigo que inclua as contribuições das mais recentes pesquisas científicas precisa ser algo institucionalizado”, acredita Porto.

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Os livros acabam trabalhando imagens e materialidade de maneira apenas ilustrativa, perdendo a oportunidade de mostrar às crianças e aos jovens o potencial desses documentos para a formação do conhecimento sobre a Antiguidade.

Vagner Porto, professor do MAE-USP 

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Livros didáticos: em descompasso com a pesquisa acadêmica e a universidade

 

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Maquete de uma cidade antiga mostrada na exposição Pólis – Viver na Cidade Grega Antiga – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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Exposição apresenta a realidade das cidades antigas

Em cartaz no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, mostra destaca a diversidade do mundo antigo e enfatiza aspectos típicos das cidades na Antiguidade

O mundo antigo não se resumia a Atenas e Esparta, como transparece nos livros didáticos. Bem diferente disso, nos séculos anteriores à Era Cristã, cerca de 1.200 cidades espalhavam-se por todo o Mediterrâneo. Elas eram responsáveis por um intenso comércio de produtos, serviços e ideias, que faziam da região a área mais dinâmica e movimentada do planeta.

Lilian Laky, do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga do MAE
Lilian Laky, do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga do MAE – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Essa diversidade do mundo antigo – pouco percebida atualmente – é mostrada na exposição Pólis – Viver na Cidade Grega Antiga, em cartaz no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, que apresenta a realidade das cidades na Antiguidade. “A exposição busca reproduzir o padrão das cidades gregas antigas”, informa a arqueóloga Lilian de Angelo Laky, membro do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca) do MAE.

Como destaca a exposição, a estrutura típica dessas cidades era formada por dois espaços distintos: a ásty e a khóra. A ásty se refere à área mais densamente ocupada, onde estavam erguidos casas particulares, espaços de reunião – como a ágora –, templos e edifícios públicos. Já a khóra corresponde ao território ao redor da ásty onde se praticavam a agricultura, a pecuária, a caça e a extração de madeira. “Esses dois espaços constituíam a cidade grega antiga, a pólis, e neles os gregos moravam, trabalhavam, cultuavam seus deuses e se encontravam para discutir os assuntos comuns, para disputas esportivas, festividades, enfim, para viver sua vida de uma forma grega”, lê-se num painel da exposição.
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Peças em exposição no MAE mostram o cotidiano das cidades gregas – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

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A mostra tem o requinte de expor maquetes que reproduzem duas cidades antigas – Selinonte e Olinto. Localizada na Sicília, Selinonte foi uma das cidades fundadas por gregos que, a partir do século 8 antes de Cristo, saíram da Península Balcânica em busca de novas terras.

Desde o início, essas cidades fundadas por imigrantes gregos – chamadas apoikías – implantaram um tipo de urbanização baseado na divisão ortogonal do terreno, com a formação de ângulos retos, o que não havia nas suas comunidades de origem. Em Selinonte, por exemplo, a partir da ágora, que ocupa o lugar central, foi criado um sistema de ruas paralelas, que cruzavam com vias mais largas, formando uma malha viária “em grade”, como mostra uma das maquetes.

Elmo antigo: a guerra sempre presente na Antiguidade – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Já Olinto foi fundada no norte da Grécia, também no século 8 antes de Cristo, inicialmente sem planejamento. Três séculos depois, com o crescimento da população, um novo setor da cidade foi construído, agora seguindo um projeto ortogonal, com ruas em linha reta e blocos regulares. Esse setor devia ter cerca de 500 casas, que abrigavam entre 5 mil e 6 mil habitantes. Essas duas fases da cidade – antes e depois do planejamento urbano – são mostradas na maquete da cidade apresentada na exposição.

Nas cidades, a casa é a unidade básica da vida privada. As mais antigas residências gregas conhecidas – que datam do século 9 – tinham forma retangular, com um dos lados menores arredondado. Ela dispunha de apenas um espaço interno, sem especializações, que servia para diferentes atividades – inclusive para o sepultamento de mortos. A partir do século 8, as casas passam a ter divisões, com espaços específicos para dormir, cozinhar e ficar.

A exposição também destaca as relações da cidade antiga e a mitologia, os sepultamentos e a guerra. “Ela pretende apresentar a vida na cidade grega antiga de acordo com o que as pesquisas arqueológicas têm revelado”, finaliza Lilian.
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Exposição "Polis – Viver na Cidade Grega Antiga" no Museu de Arqueologia e Etnologia
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Exposição "Polis – Viver na Cidade Grega Antiga" no Museu de Arqueologia e Etnologia
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Exposição "Polis – Viver na Cidade Grega Antiga" no Museu de Arqueologia e Etnologia
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Exposição "Polis – Viver na Cidade Grega Antiga" no Museu de Arqueologia e Etnologia
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Exposição "Polis – Viver na Cidade Grega Antiga" no Museu de Arqueologia e Etnologia
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A exposição Pólis – Viver na Cidade Grega Antiga, promovida pelo Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca) do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, está em cartaz até 30 de junho de 2017, às segundas, quartas, quintas e sextas-feiras, das 9h às 17h, e nos segundos sábados de cada mês, das 10h às 16h, no MAE (Avenida Professor Almeida Prado, 1.466, Cidade Universitária, São Paulo). Entrada grátis. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-4905.

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MAE possui mais de 1.000 peças originais do mundo antigo

O acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP relativo ao mundo mediterrâneo antigo é formado por mais de 1.000 peças originais. Ele inclui tábuas de argila com escrita cuneiforme suméria, estatuetas gregas, vasos etruscos e instrumentos romanos, entre outros objetos, com datações que vão do quarto milênio antes de Cristo aos primeiros séculos da Era Cristã. As peças documentam diversos aspectos da cultura das sociedades mediterrâneas – como práticas domésticas, atos cívicos e tradições religiosas – e as relações entre povos gregos e não gregos. Veja algumas dessas peças nas fotografias a seguir.

 

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Vaso grego do período clássico pertencente ao acervo do MAE

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A cidade antiga
(clique para ampliar)


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Fonte: livro A Cidade Grega em Imagens, de Maria Beatriz Borba Florenzano


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Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
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Laboratório oferece recursos para professores do ensino fundamental e médio

Vídeos, maquetes, réplicas e até cursos de treinamento estão disponíveis no Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP

Os professores do ensino fundamental e médio já contam com recursos adequados para um ensino atualizado sobre o mundo antigo. Esses recursos estão no Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca) do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.

Criado em 2006, o Labeca reúne professores, estudantes, técnicos e pesquisadores, que realizam estudos voltados para ampliar o conhecimento sobre a Antiguidade. Além de realizar pesquisas científicas, o laboratório tem como objetivo transmitir esse conhecimento para o grande público – incluindo professores e alunos do ensino fundamental e médio público e privado.

Para isso, o Labeca utiliza diversos métodos, desde a produção de videodocumentários, artigos e publicações até a oferta de cursos de treinamento e de materiais, como maquetes, mapas, plantas de cidades antigas, réplicas de objetos e bibliografia.
Boa parte desse acervo didático se encontra disponível gratuitamente no endereço eletrônico do Labeca (www.labeca.mae.usp.br). Nesse site, é possível acessar, por exemplo, o Nausitoo, um banco de dados que apresenta informações sobre as cidades do mundo antigo.

“Muitos pesquisadores formados pelo Labeca estão hoje em diferentes universidades do Brasil e também ajudam a transmitir esses novos conhecimentos sobre a Antiguidade”, lembra a professora Cristina Kormikiari, do MAE.

O Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca) do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP fica na Avenida Professor Almeida Prado, 1.466, na Cidade Universitária, em São Paulo. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-2874 e no endereço eletrônico www.labeca.mae.usp.br.

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