Jogos são palco tradicional de tensões e conflitos políticos

A “trégua sagrada” que paralisava as guerras na Grécia antiga durante os jogos olímpicos não se repete na era moderna

Por - Editorias: Cultura
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Foto: Reprodução / Revista USP n.108
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No artigo A política no pódio: episódios de tensões e conflitos nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, que abre o dossiê Jogos Olímpicos da Revista USP, o professor Flavio de Campos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, que é também coordenador científico do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens) da USP e assina a apresentação da edição, trata da indissociável relação entre a política e o esporte na história das Olimpíadas.

A partir do princípio da ekechería, a trégua sagrada estabelecida entre as póleis da Grécia Antiga a cada quatro anos para a realização dos jogos olímpicos, os jogos modernos buscaram desde o início se manter à margem de questões políticas entre os países e atletas participantes. Mas essa “alienação política” jamais foi possível, como demonstra o professor, ao citar e contextualizar exemplos que vão desde tensões nacionalistas decorrentes das lembranças da Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) na Olimpíada de 1900, em Paris, manifestando um prenúncio da Primeira Guerra Mundial – seguidas de manifestações fascistas e movimentos de resistência no período da Segunda Guerra –, até boicotes, atos políticos e atentados terroristas durante a Guerra Fria.

Baseado nesse histórico, Campos prevê em seu artigo a ocorrência de “conflitos e tensões que devem dramatizar dilemas e questões da nossa sociedade” durante a Olimpíada do Rio de Janeiro, o que de fato já vem ocorrendo antes mesmo do início dos jogos, através de manifestações da sociedade civil e tentativas de apagar a tocha olímpica nas cidades por onde passa o artefato. “Há que se acompanhar, atentamente, os protestos e manifestações que o futuro imediato deverá apresentar. E buscar suas significações, quaisquer que sejam os desdobramentos da crise política em que estamos inseridos”, conclui o professor.

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