Professor da USP participa de documentário da Discovery Channel

Docente do curso de Sistemas de Informação da EACH abordou a imortalidade no programa apresentado por Morgan Freeman

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O professor do curso de Sistemas de Informação da EACH/USP, André Cavalcanti Rocha Martins – Foto: Reprodução/Science Channel

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O professor do curso de Sistemas de Informação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, André Cavalcanti Rocha Martins, exibiu recentemente sua pesquisa na série de documentário científico Through the Wormhole, apresentada pelo ator Morgan Freeman, na Discovery Channel da televisão norte-americana. Abordando o assunto da imortalidade, o episódio foi ao ar no dia 2 de maio nos Estados Unidos e mostra o professor falando sobre as possíveis vantagens evolutivas que o envelhecimento proporciona.

Na contramão das teorias que enxergam na velhice apenas um custo alto a ser pago na evolução das espécies, André Martins realizou diversas simulações virtuais que sugerem que envelhecer pode ser uma vantagem evolutiva se o processo de seleção natural ocorrer num ambiente permeado por mudanças.

Assista ao episódio divulgado pela Discovery

As simulações foram realizadas por Martins num ambiente virtual criado com a utilização do software NetLog. O pesquisador criou duas populações: uma de seres mortais, representados por pixels azuis, e outra população equivalente de seres imortais, representados por pixels vermelhos. As duas cores lutavam entre si pela sobrevivência. Numa atmosfera de sucessivas alterações ambientais que estimulavam mutação genética dos seres, inicialmente, os imortais levaram grande vantagem na luta pela vida. O surpreendente é que, dependendo das condições, quando a população imortal dava indícios de que venceria facilmente, os mortais reagiam e eram vitoriosos na batalha evolutiva, provocando a extinção dos imortais.

De acordo com ele, nos conflitos diretos a maior probabilidade de vitória é daqueles que têm a maior capacidade de sobrevivência às mudanças ambientais do meio em que vive, a qual é herdada de seus pais. Essa capacidade é mantida durante a vida dos seres mortais e imortais, e repassada aos filhos, que podem ser melhor ou pior adaptados que seus pais.
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Foto: Reprodução/Science Channel

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“Embora a população dos imortais tenha uma vantagem inicial nos conflitos por não morrer de envelhecimento, a dinâmica da competição dentro do grupo dos mortais acaba sendo mais rápida, melhorando a capacidade de sobrevivência com maior velocidade”, afirma Martins. Segundo ele, “isso gera um conflito entre a velocidade de adaptação dos seres mortais e o custo do envelhecimento. Com o tempo, o custo do envelhecimento pode acabar se tornando uma vantagem sobre a imortalidade”.

Saiba mais sobre a pesquisa do professor que já foi divulgada no site da EACH.

Da Assessoria de Imprensa da EACH

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