Pesquisadora da USP estuda a memória do samba paulista

Para os sambistas paulistas, é importante construir a história e a memória de um gênero na cidade conhecida como a capital do trabalho

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Grupo Samba de Roda de Pirapora, que preserva o som do samba paulista - Reprodução do vídeo “Mundo Melhor”/Youtube
Grupo Samba de Roda de Pirapora, que preserva o som do samba paulista – Reprodução do vídeo “Mundo Melhor”/Youtube

Vinicius de Moraes disse, certa vez, que São Paulo é o túmulo do samba, mas parece que a história não é bem assim. Em sua tese de doutorado defendida  no Departamento de História Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a pesquisadora Lígia Nassif Conti  estudou a memória do samba em São Paulo e descobriu que existe um recorrente discurso em torno das supostas diferenças entre o samba paulista e o carioca, diferenças essas reafirmadas por um grupo significativo de sambistas paulistas.

A pesquisadora entende que, para esses sambistas, é importante construir a história e a memória de um gênero em uma cidade que ficou conhecida como a capital do trabalho. Lígia assegura que o samba sempre foi muito vivo na cidade – “ocorre, porém”, diz ela, “um esquecimento dessa história”, daí a necessidade de parte  dos sambistas paulistas de reafirmar a existência de um samba paulista, que, para eles, tem uma origem rural: seria oriundo de batuques negros do interior do Estado na época da colheita do café.

O peso desses batuques viria justamente da presença do bumbo, o qual, por sua vez, traria ao samba feito em São Paulo um peso maior do que o do Rio de Janeiro.

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