CNPq indica financiamento para 36 institutos de pesquisa na USP

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou a lista de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia que poderão receber verbas

Por - Editorias: Ciências, Universidade
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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou, no último dia 11 de maio, a lista de propostas de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que receberam recomendação de financiamento. Dos 345 projetos recebidos (incluindo 230 pedidos de criação de novos institutos e 115 já existentes), 252 foram aprovados. Somente a USP teve a recomendação para 36 INCTs.

20160519_inct_logoOs INCTs foram criados em 2008 pelo então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Eles fazem parte de um programa para promover o avanço nacional nas áreas de ciência e tecnologia, com a formação de jovens pesquisadores e apoio à instalação e ao funcionamento de laboratórios em instituições de ensino, pesquisa e empresas.

Em 2014, o ministério, por meio do CNPq e em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos Estados, lançou uma chamada para apoiar financeiramente atividades de pesquisa de alto impacto científico em áreas estratégicas ou que buscassem a solução de grandes problemas nacionais.

O resultado dos 252 projetos saiu agora em maio. Apesar da recomendação de financiamento, isso não significa que as verbas serão disponibilizadas imediatamente. De acordo com a assessoria de comunicação do CNPq, até 11 de julho serão realizadas negociações com as instituições parceiras (Capes, Financiadora de Estudos e Projetos/Finep e FAPs) para cofinanciamento das propostas recomendadas. Organismos, públicos ou privados, também podem investir nos projetos com aplicação de recursos.

Na chamada lançada em 2014, estavam previstos R$ 641,7 milhões para os INCTs, sendo que, do total desse valor, o CNPq, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/Fundos Setoriais) e a Capes contribuiriam com R$ 100 milhões cada um. Já as Fundações de Amparo à Pesquisa estaduais seriam responsáveis pelo repasse de R$ 341 milhões. No caso de São Paulo, a Fapesp se comprometeu com a destinação de R$ 100 milhões, o maior valor entre as fundações estaduais. A previsão orçamentária de cada projeto de INCT tem como teto a quantia de R$ 10 milhões.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
INCTs fazem parte de programa do governo federal para apoio financeiro à pesquisa |Foto: Marcos Santos/USP Imagens

De acordo com o professor Antonio Saraiva, da Escola Politécnica (Poli) da USP, coordenador de um dos INCTs que receberam a recomendação de investimento pelo CNPq, os institutos desenvolvem grandes projetos transversais, ou seja, que envolvem áreas diversificadas do conhecimento científico.

“Os INCTs estimulam a formação de grandes redes de pesquisa, com a participação de diversos centros de pesquisa do País. Os temas dos estudos precisam ser abrangentes e relevantes para garantir resultados efetivos para a sociedade”, disse Saraiva.

A área de pesquisa do INCT coordenado pelo professor, chamado de NIST on Computing and Biodiversity, concentrará seus estudos em computação e biodiversidade. Além da USP, há grupos de pesquisa do Instituto Chico Mendes, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Unesp, Universidade Federal do Ceará, entre outros.

“As nossas linhas de pesquisa incluem realizar um inventário da biodiversidade com foco em unidades de conservação, padronização de dados sobre as informações coletadas e a criação de um sistema de monitoramento da biodiversidade”, contou o professor.

A lista dos INCTs que receberam a recomendação para financiamento teve classificação por mérito técnico-científico, relevância e adequação orçamentária. Nessa ordem, dos três primeiros colocados, dois são INCTs da USP: o primeiro será coordenado pelo atual pró-reitor de Pesquisa e professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), José Eduardo Krieger, e tem como tema de pesquisa a medicina assistida por computação científica.

O terceiro colocado foi o INCT coordenado pelo professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, José Roberto Postali Parra, com pesquisa na área de semiquímicos na agricultura. No entanto, a seleção de propostas para financiamento dos INCTs independem da ordem classificatória.

A lista completa dos INCTs contemplados está disponível no site do CNPq.

Com informações da Coordenação de Comunicação Social do CNPq

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