Cientistas apresentam nos EUA projetos de realidade virtual desenvolvidos na Poli

Cientistas do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (Citi) da USP apresentarão dois projetos durante o 43º Siggraph, entre 24 e 29 de julho nos EUA

Por - Editorias: Ciências, Tecnologia
Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail
Fotos: Marcos Santos/USP Imagens
Os dois projetos foram concebidos na Caverna Digital da Poli – Fotos: Marcos Santos/USP Imagens

Entre os dias 24 e 28 de julho uma equipe de professores, pesquisadores e estudantes da Escola Politécnica (Poli) da USP representará o Brasil no principal evento de computação gráfica e interatividade do mundo: o 43º International Conference and Exhibition on Computer Graphics & Interactive Techniques (Siggraph).

Na oportunidade, serão apresentados dois projetos relacionados a realidade virtual e aumentada: VR THOR e CyberArchaeology. “Estamos orgulhosos de fazer parte deste evento e isso mostra que nossas pesquisas tecnológicas têm sido reconhecidas pela comunidade científica internacional”, comemora Marcelo Knörich Zuffo, professor da Poli e coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (Citi) da USP. “No Siggraph, por exemplo, apresentaremos nossos trabalhos ao lado de pesquisadores da Nasa, Sony, Disney, Carnegie Mellon University e Keio University. Ou seja, estamos na vanguarda da pesquisa em realidade virtual e queremos continuar neste nível, produzindo conhecimento e dispositivos tecnológicos de impacto não apenas para o mundo acadêmico, mas também para a sociedade”, enfatiza.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Marcelo Knörich Zuffo, que coordena o Citi, na Poli – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Conforme Zuffo, o projeto VR THOR tem recebido grande visibilidade na comunidade científica e corporações tecnológicas, pois se trata de uma solução inovadora para o treinamento e prevenção de acidentes na manutenção de redes elétricas de elevada potência. Além do mais, este sistema de realidade virtual e aumentada apresenta técnicas de interações avançadas, permitindo que o usuário realize os movimentos naturais do corpo e visualize estas ações em tempo real no espaço virtual. “Neste projeto temos uma série de fatores que geram a sensação de imersão total do indivíduo noutra realidade. Por exemplo, a qualidade gráfica do cenário 3D e o rastreamento da posição exata de objetos do mundo real a serem transpostos para o mundo virtual criam uma noção de realidade semelhante àquela percebida pelo sujeito no seu habitat natural”, explica o professor.

Apresentaremos nossos trabalhos ao lado de pesquisadores da Nasa, Sony, Disney, Carnegie Mellon University e Keio University. Ou seja, estamos na vanguarda da pesquisa em realidade virtual

Por sua vez, o projeto CyberArchaeology apresenta um modelo virtual para a exploração de sítios arqueológicos de uma forma não destrutiva. “Um dos grandes problemas da exploração arqueológica está no fato de que muitas pessoas não podem povoar o espaço de pesquisa, pois trata-se de um local extremamente frágil e de condições efêmeras. A própria natureza age de forma destrutiva sobre as rochas, pinturas rupestres e demais elementos primitivos. Então, através de um ambiente de realidade virtual, podemos registrar e preservar não apenas as informações destes espaços, mas proporcionar às pessoas que explorem este cenário como se lá realmente estivessem”, descreve Zuffo.

Ou seja, para criar uma ferramenta que permite aos arqueólogos continuar o seu processo de observação exploratória e, até mesmo, visualizar as diferentes etapas do processo de escavação, a equipe de pesquisadores da USP criou um sofisticado ambiente de realidade virtual. “A construção desta ferramenta envolveu uma série de discussões com profissionais da área e visitas a um sítio arqueológico no qual foram coletados dados in loco com recursos tecnológicos de alto desempenho: scanners 3D, fotometria, filmagens 360º, drones, entre outros”, explica.

Veja abaixo o vídeo do Abrigo de Itapeva.
Para visualizar em 360º pressione no círculo no canto superior esquerdo da tela

“Após o recolhimento de dados foram executados trabalhos em laboratório de design e programação, no qual se conseguiu transformar a enorme quantidade de dados digitais recolhidos numa versão amigável para o usuário”, descreve Eduardo Zilles Borba, que também é pós-doutorando e professor assistente em realidade virtual na USP. Para permitir que os arqueólogos tenham a sensação de teletransporte para o sítio arqueológico, o projeto permite que o cenário seja visualizado em escala real através dos óculos de realidade virtual (Oculus Rift) e que os objetos sejam manipulados com dispositivos de interações tridimensionais (Razer Hydra).

A equipe de pesquisadores em ambos os projetos é formada por Marcelo Knörich Zuffo, Roseli de Deus Lopes, Eduardo Zilles Borba, Olavo Belloc, Mario Nagamura, André Montes, Luiz Paulucci, Márcio Almeida, Márcio Cabral, Douglas Santos, Tainá Saboia, Luís Costa, Astolfo Araújo (USP) e Régis Kopper e David Zielinski (Duke University). Entre as atividades realizadas pela equipe de pesquisadores do Citi-USP estão as pesquisas em Caverna Digital que completam 15 anos em 2016, sendo os pioneiros nos estudos neste tipo de interface com a realidade virtual na América Latina. O Citi-USP é um dos Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAps) da Universidade apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Mais informações: (11) 3091-4248 ou (11) 98447-1671, com Marcelo Knörich Zuffo; email mkzuffo@lsi.usp.br

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail

Textos relacionados