Livro refuta a ideia de uma São Paulo decadente na era colonial

Com linguagem fluida e inventiva, pesquisador da USP publica livro que desmistifica período da história econômica paulista

Por - Editorias: Ciências Humanas
Panorama de Santos, 1822, de Benedito Calixto de Jesus – Foto: José Rosael-Hélio Nobre / Museu Paulista da USP via Wikimedia Commons / Domínio Público

Acaba de ser lançado o livro São Paulo Restaurada: Administração, economia e sociedade numa capitania colonial, nova publicação de Pablo Mont Serrath, doutor em História Econômica pela USP e pesquisador da Cátedra Jaime Cortesão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Nesta nova publicação da Alameda Editorial sobre a história colonial de São Paulo, Mont Serrath conta as relações de alianças e embates entre uma elite paulista, ainda secundária, e os dirigentes designados pela Coroa portuguesa. O contexto dessas narrativas se inicia em 1765 e termina em 1802, período do colonialismo em que a capitania paulista passa por um processo de reestruturação econômica.

Ao contrário do que muitos pensam, o pesquisador apresenta argumentos que defendem que a economia paulista não era decadente no período. Segundo ele, a produção da capitania funcionava sob a lógica do mercado interno e, portanto, não apresentava lucro à Coroa portuguesa. O período retratado no livro, ao invés de ser o suposto marco da ressurreição de uma região miserável, é exatamente aquele em que essa lógica começa a mudar: de voltada para o abastecimento da colônia, a produção paulista passa a ser integrada ao mercado transatlântico.

Para adquirir o livro, acesse o site da editora.

Com informações do autor

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