Artigo traça paralelo entre visões da literatura e da antropologia sobre o Brasil

Arte popular, culturas indígenas e visada antropológica são base de obras de Mário de Andrade e Lévi-Strauss, afirma texto na “Revista Geografia, Literatura e Arte”

Por - Editorias: Ciências Humanas
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Anotações Folclóricas de Mário de Andrade – Reg. 055-17. IEB – Instituto de Estudos Brasileiros – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Foi lançada  mais uma edição da Revista Geografia, Literatura e Arte (volume 1, número 1, 2018), publicada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O periódico conta com artigos que se aprofundam na transdisciplinaridade em leituras geoartístico-literárias.

O número apresenta uma comparação entre os escritos antropológicos do francês Lévi-Strauss e do brasileiro Mário de Andrade, quando cada um deles mergulhou em expedições em um Brasil desconhecido, entre as décadas de 1920 e 1930. Segundo a autora do artigo Mário de Andrade e Lévi-Strauss: aprendizes de um certo Brasil, as obras Tristes trópicos e O turista aprendiz partem de visões diferentes, “tanto geográfica como ideologicamente”, mas “a perspectiva antietnocêntrica é marcante nos dois trabalhos”.

Primeira edição de Tristes Tropiques, do antropólogo Claude Lévi-Strauss – Foto: Reprodução via Wikimedia Commons

Essa edição traz também trabalhos que analisam a geografia em Proust, o impacto do espaço geográfico nas artes plásticas, as características comuns às paisagens de medo, entre outros artigos que relacionam arte à geografia. 

A publicação ainda apresenta a arte presente na cartografia e um texto literário de Carlos Rodrigues Brandão sobre os sertões brasileiros.

Para acesso à publicação na íntegra, visite o Portal de Revistas USP.

Mais informações: e-mail jcsuzuki@usp.br

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