Radiotelescópio ajudará a desvendar “lado escuro” do Universo

Projeto com a participação de físicos da USP será construído no Uruguai

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Radiotelescópio Bingo fará o mapeamento do hidrogênio neutro no universo – Foto: Universidad de la República

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Áreas de pesquisa que atuam na fronteira do conhecimento entre a cosmologia, a gravitação e a astrofísica têm realizado grandes esforços para entender a parte escura do universo, composta pelas chamadas matéria e energias escuras. Consideradas como elementos implícitos ao problema cosmológico como um todo, elas totalizam nada menos que 95% do do universo.

Buscando avançar nesses estudos e tornar a coleta de informações mais eficientes, um grupo de cientistas, com a participação brasileira, se organizou em um consórcio internacional para a construção de um radiotelescópio. O Bingo, sigla em inglês para Baryon acoustic oscillations in Neutral Gas Observations, poderá fornecer detalhes da distribuição de matéria no Universo – e informações valiosas sobre seu “lado escuro”.

Para investigar zonas espaciais inacessíveis aos telescópios ópticos e encontrar correlações de densidade, será construída na região norte do Uruguai, possivelmente no Castrillon Quarry, uma astroantena de 40 metros de altitude que terá dois espelhos com cerca de 50 pixels em foco offset, operando como um telescópio de trânsito. A construção do radiotelescópio, que fará o mapeamento do hidrogênio neutro no universo, envolve problemas diversos de estratégia e técnica.

As zonas espaciais inacessíveis estão relacionadas com as chamadas oscilações acústicas de bários (BAO, em inglês), além de outros aspectos astrofísicos importantíssimos, como os fast ray bursts, fenômenos muito rápidos e de origem desconhecida (recentemente descobertos).

O empreendimento é fruto de uma colaboração internacional que envolve o Instituto de Física (IF) da USP; o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça; a Universidade da República, do Uruguai; o Jodrell Bank Centre for Astrophysics, a University College e a Universidade de Portsmouth, do Reino Unido. O projeto tem forte apoio da Fapesp.

Entre os pesquisadores do IF envolvidos na colaboração internacional há dez doutorandos e pós-doutorandos, os professores Élcio Abdalla e Raul Abramo, o pesquisador inglês Michael Pee e a engenheira Andréia Pereira. A professora portuguesa Sonia Anton se juntará ao projeto em março. Também fazem parte do grupo os professores Carlos Alexandre Wuensche e Thyrso Villela e a Karin Fornazier, do Inpe, além de vários outros técnicos de alto nível, tais como Cesar Strauss. Outro brasileiro trabalhando no projeto é Filipe Abdalla, do University College, de Londres.

O grupo ainda está aceitando pesquisadores que queiram colaborar no projeto.

Com informações da Assessoria de Imprensa do IF

Mais informações: (11) 3091-7036, e-mail eabdalla@if.usp.br, site http://portal.if.usp.br/fma/pt-br/grupos-de-pesquisa

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