Centro de Pesquisa em Alimentos estreita relação com a indústria

Empresas puderam conhecer as linhas de pesquisa do Centro, além de programas de financiamento

Por - Editorias: Ciências
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Evento discutiu as possibilidades de desenvolvimento de projetos conjuntos com a indústria, tendo a Fapesp como mediadora. Na imagem, produção de queijo – Foto: via Wikimedia Commons/CC BY-SA 3.0

O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center) – iniciativa de pesquisadores da USP visando ao pioneirismo na pesquisa de alimentos no Brasil – e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) realizaram neste mês de julho, em São Paulo, um workshop no qual empresas do setor de alimentos puderam conhecer as linhas de pesquisa do FoRC e os programas de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Um dos desafios do FoRC é promover uma aproximação efetiva entre a academia e a indústria. Este workshop com a ABIA pretende discutir as possibilidades de desenvolvimento de projetos conjuntos, tendo a Fapesp como mediadora”, destacou a diretora do FoRC, Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, na abertura. O evento contou com a presença do diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz; de um dos diretores da ABIA, Luis Arthur Oliveira Navarro; e de outros três membros do FoRC: a vice-diretora, Carmen Tadini; a diretora executiva, Beatriz Rosana Cordenunsi; e o coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento, Eduardo Purgatto.

Para diretor científico da Fapesp, números dos investimentos indicam que há oportunidades no setor – Foto: André Karwath via Wikimedia Commons / CC BY-SA 2.5

Pontos cruciais

No workshop, foram apresentadas as diversas formas de interação entre empresas e o FoRC (projetos de P,D&I, formação de recursos humanos, consultoria e assistência técnica, por exemplo), além de questões cruciais para as empresas nessa relação. Carmem Tadini, esclareceu que a divisão da propriedade intelectual em projetos em cooperação com empresas é discutida e colocada em contrato. “Há, ainda, cláusulas de confidencialidade para proteger os conhecimentos e resultados que são estratégicos para a competitividade da empresa”, disse.

O diretor científico da Fapesp apresentou os três programas de financiamento da entidade para apoiar atividades de P,D&I nas empresas: o Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), o Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) e o Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE).

Segundo Brito Cruz, a Fapesp vem investindo cerca de R$ 100 milhões, em média, nos últimos anos, em projetos de pesquisa relacionados a alimentação e nutrição. O interesse das empresas em fazer atividades de P,D&I, de uma forma geral, também é expressivo. Em 2015, o Estado de São Paulo tinha 74 mil pesquisadores, sendo 43 mil nas universidades, 28 mil nas empresas e 3 mil em institutos de pesquisa. Dos R$ 27,5 bilhões aplicados naquele ano em pesquisa, R$ 15,7 bilhões foram investimentos feitos pelas empresas, R$ 6,2 bilhões pelo governo estadual e R$ 4,8 bilhões vieram do governo federal.

“Esses indicadores mostram que não é pequeno o investimento das empresas e que a pesquisa não é só feita pela academia. Precisamos ter em mente esses números porque eles indicam que há oportunidades.”

De Acadêmica Agência de Comunicação

Mais informações: site http://www.usp.br/forc

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