Verba destinada à saúde deve priorizar atendimentos básicos

Para especialista, recursos destinados à área são insuficientes e mal distribuídos

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O Sistema Único de Saúde (SUS) foi elaborado a partir da Constituição de 1988,  que previa atendimento universal e gratuito a todos os cidadãos. Depois de quase 30 anos atuando, o programa alterna críticas e elogios de especialistas e da população. No entanto, quem não depende desse serviço opta pelos planos de saúde privados. Esse cenário gera um debate sobre o financiamento do setor no País e o modo como ele é feito. Para Áquilas Mendes, professor no Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, a saúde não recebe a devida importância pelo governo federal. Atualmente, um volume correspondente a 8,5% do PIB é gasto na área, mas somente 3,9% para o serviço público, o que é insuficiente, na opinião dele.

O professor também criticou a gestão no setor. Cerca de 20% do montante destinado à saúde pela União é utilizado no atendimento básico. Já a área hospitalar, responsável por procedimentos mais complexos, recebe cerca de 50%. Para ele, o objetivo é inverter esse cenário, porque esse tipo de atendimento mais simples, se qualificado, serve como forma preventiva para os casos mais graves, que demandam maior investimento. Dessa forma, ocorreria uma economia de gastos e maior eficiência no atendimento aos cidadãos.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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