Uruguai dá início ao processo de legalização da maconha

O professor Henrique Carneiro, especialista no assunto, debate sobre os problemas causados pela ilegalidade da maconha

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Em julho, o Uruguai dará início à venda legal de maconha para fins recreativos nas farmácias do país. Um baixo número de estabelecimentos estará envolvido — precisamente, 50 das 1,2 mil drogarias do país. A quantidade restrita se deve ao receio das instituições em ligar seu nome à venda da cannabis recreativa e à insegurança dos farmacêuticos em se indispor com narcotraficantes da região.

Apesar da legalização do comércio, o preconceito ainda existe no país. Mesmo com todo o esquema montado pelo governo para controlar as quantidades comercializadas e seus consumidores, muitos cidadãos não aceitam que a droga seja vendida nem por vias legais.

Outro fato relevante é o aumento da violência derivada do narcotráfico nos último anos. Além disso, não houve uma queda relevante no comércio ilegal de cannabis após a descriminalização da droga.

Panorama de Montevidéu, capital e maior cidade do Uruguai – Foto: Jordevi / Domínio Público via Wikimedia Commons

Contra-argumentando, cientistas sociais especializados no assunto comentam que o país necessita de tempo para obter resultados relevantes no aspecto da descriminalização.

No começo de maio, movimentos de todo o Brasil irão às ruas lutar pela legalização da cannabis, nas populares Marchas da Maconha. Seria então a descriminalização da droga a solução dos problemas?

Para debater o assunto, a Rádio USP conversou com o professor Henrique Carneiro, coordenador do Laboratório de Estudos Históricos das Drogas e da Alimentação (LEHDA) da USP. Ouça acima o áudio da entrevista:

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