Trump, Macron, Irã e a balbúrdia estabelecida

“As pessoas que nos protagonizam perderam toda lógica e coerência. É o mundo que está bipolar”, diz Marília Fiorillo

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A recente visita do presidente francês Emmanuel Macron aos EUA é o tema desta coluna da professora Marília Fiorillo. Recebido com pompa e circunstância por Donald Trump, em seu segundo dia de visita, já no Congresso americano, Macron disse a que veio: defender a manutenção do acordo sobre armas nucleares com o Irã, um tema a que o presidente norte-americano é totalmente avesso, chegando a chamar o acordo de insano. A professora Marília lembra, porém, que as opiniões de Trump têm uma “plasticidade invejável” e que tudo pode mudar sobre seu posicionamento em relação ao Irã, da mesma forma que mudaram em relação ao líder norte-coreano Kim Jong-un. O mundo, afinal, está de ponta-cabeça e a sensação, quando se depara com diferentes versões de uma mesma notícia, é de total alucinação.

De acordo com a colunista, a missão diplomática de Macron continua envolta em névoa – a única certeza é de que o presidente francês marcou pontos com Angela Merkel como interlocutor privilegiado da União Europeia com os EUA. Mas, e o Irã, como fica em toda essa história? A declaração mais inspirada  da semana, diz Marília Fiorillo, veio do indignado presidente iraniano diante da ameaça e humilhação que lhe querem impor. Afirmou que Trump não entende de política, nem de leis, nem de economia. “Em resumo, é só um empreiteiro biliardário, totalmente desqualificado para a posição que ocupa. Mas nós sabemos bem o quanto empreiteiros podem causar estragos.”

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