Tom de voz de ditadores é tema da coluna de Marília Fiorillo

Característica vocálica de líderes políticos é metáfora para mostrar que, na diplomacia, “nada é o que parece”

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Na coluna “Conflito e Diálogo” desta semana, a professora Marília Fiorillo comenta sobre o fato de, em geral, associarmos as vozes de ditadores a um tom “grave, másculo, estridente e ameaçador”.

Porém, é possível perceber a contradição entre discurso e prática nos sermões de Adolf Hitler, que, com sua “vozinha histérica e aguda”, levou “ao paroxismo multidões de alemães”. Ou mesmo nos discursos feitos em tom “fanfarrão” pelo ex-presidente de Uganda, Idi Amin Dada, responsável pela morte de milhares de ugandenses, entre 1971 e 1979.

“Vozes pífias, em mensagens beligerantes”, diz Marília, que traz à sua coluna semanal exemplos de líderes políticos contemporâneos com a mesma falsa aparência dos tiranos do passado. É o caso de Aung San Suu Kyi — conselheira do Estado de Myanmar e vencedora do Nobel da Paz de 1991 —, severamente criticada pela demora na busca de uma resolução para os conflitos étnicos em seu país.

Ciente do abismo entre aparência e ação, a professora ainda parte de outros conflitos diplomáticos atuais para mostrar aos ouvintes que “nada é o que parece” na política. Ouça a íntegra da coluna, acima.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0Print this pageEmail

Textos relacionados