Terapia genética dos EUA trata pacientes com leucemia aguda

O método, ainda em fase experimental, consiste na retirada dos linfócitos T e em sua modificação a partir de vetores virais

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A leucemia é uma doença cancerígena na qual as células da medula óssea se proliferam de forma desorganizada na corrente sanguínea. Os tratamentos mais comuns são quimioterapia e transplante da medula óssea. No entanto, a FDA (Food and Drug Administration), agência que regulamenta o uso de medicamentos nos Estados Unidos, autoriza o uso da terapia genética em casos de linfoblásticos, mais recorrentes na infância.

Segundo o professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, Vanderson Geraldo Rocha, o método ainda é experimental e consiste em retirar os linfócitos T. A ideia é modificá-los usando vetores virais que alteram o DNA dessas células. Assim, as partículas extraídas tornam-se aptas para combater as cancerosas, que levam à leucemia. A técnica é usada em último recurso, quando não há outra forma de cura.

O médico explica que o procedimento é caro e, diferente do Brasil, os pacientes dos EUA são inseridos com frequência em protocolos de pesquisa científica. No entanto, ele afirma que a Fundação Pró-Sangue e o Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular do Hospital das Clínicas (HC) tem como objetivo trazer a terapia genética para o Brasil. Não existe nenhum centro médico que faça uso dessa prática na América Latina.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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