Resoluções de ano novo exigem planejamento e determinação

O psiquiatra Ricardo Abrantes do Amaral, do HC, dá algumas dicas que podem ajudar àqueles que pretendem mudar de vida em 2018

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Para muitas pessoas, a entrada de um novo ano representa a oportunidade de mudar de atitude ou de comportamento, até mesmo de abandonar hábitos nocivos, como, por exemplo, o vício do tabaco ou o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Outros indivíduos acreditam ser hora de dar início a uma guinada radical na vida, como mudar de emprego ou partir para um novo relacionamento amoroso. São as chamadas resoluções de ano novo, que sempre implicam num conjunto de determinações nem sempre fáceis de serem cumpridas.

Planejamento não pode ser muito ambicioso porque implica em metas nem sempre facilmente alcançáveis – Foto: Roscoe Ellis/Flickr-CC

O médico Ricardo Abrantes do Amaral, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, tem um recado aos aspirantes a mudar de vida em 2018: planejamento. A determinação pessoal é muito importante, diz ele, pois é a que vai de fato influenciar para que o indivíduo cumpra os objetivos planejados. “A questão é que nem sempre a pessoa consegue ter uma clareza de por que ela tem essa determinação”, explica o especialista. “Ela não sabe exatamente o que está buscando e, com muita frequência, essa determinação é perturbada por planejamentos não muito adequados.”

Não raras vezes, o indivíduo concebe um planejamento muito ambicioso, o que implica em metas nem sempre facilmente alcançáveis. E isso leva a que ele se decepcione com os pequenos resultados, uma vez que toda mudança, obrigatoriamente, envolve diversos aspectos a serem enfrentados e superados. Segundo Abrantes, quanto mais a pessoa prestar atenção nesses pequenos aspectos, melhor será suas chances de cumprir o que planejou para si. É preciso levar em conta também que mudanças radicais não acontecem de uma hora para outra, sobretudo se não forem realisticamente possíveis de ser alcançadas – até porque, muitas vezes, exigem sacrifícios para os quais não se está preparado.

Além do mais, sempre podem ocorrer recaídas, que é quando as pessoas, por um motivo ou outro, retomam hábitos antigos. Essa “volta ao passado”, de acordo com Abrantes, sempre vem acompanhada de sentimentos de culpa. Por isso, não se pode incorrer em desânimo, mesmo quando falhas ameaçam estilhaçar nossa resolução de ano novo. “O importante é a determinação e a vontade de cumprir a promessa.”

Por fim, o especialista volta a frisar que mudanças não acontecem em um passe de mágica, fazem parte de um processo muitas vezes difícil, o qual, por isso mesmo, precisa ser estruturado – o que valorizará ainda mais o feito alcançado. Ouça a entrevista na íntegra, clicando no link acima.

 

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