Repensar a cidade é caminho para transformá-la

Bruno Padovano e Wagner Costa Ribeiro analisam o conceito de cidade inteligente e comentam sobre São Paulo

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Bloco 1

Bloco 2



No Diálogos na USP desta semana, os professores Bruno Roberto Padovano, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, e Wagner Costa Ribeiro, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, debateram sobre as cidades inteligentes.

Fotomontagem de São Paulo à noite para Cidades Inteligentes, conceito de espaço urbano que utiliza intensivamente tecnologias de comunicação e informação para melhorar a infraestrutura urbana

O conceito de smart cities, ou cidades inteligentes, refere-se ao uso de tecnologia para melhorar a infraestrutura urbana, de modo a tornar os centros urbanos melhores para se viver.

Para Padovano, embora São Paulo seja uma cidade global, considerá-la uma cidade inteligente é um exagero. Por sua vez, em sua consideração inicial, o professor Wagner Ribeiro destacou a necessidade de se questionar de que forma a cidade será usada.

Wagner Costa Ribeiro e Bruno Roberto Padovano – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A questão do transporte público foi outro ponto abordado pelos especialistas. A ampliação de linhas metroviárias, que hoje possuem uma extensão de 60 quilômetros, é um fator preponderante quando se trata de mobilidade urbana. Esse aspecto torna-se ainda mais relevante, se for considerado que a frota de carros de São Paulo está estimada em aproximadamente 6 milhões. O professor Padovano destacou a concentração de empregos em determinadas regiões da cidade, que se tornam saturadas, o que afeta questões como o tempo estimado em deslocamentos.

No segundo bloco do programa, Padovano deu destaque para a necessidade de se fortalecer a relação da população com o ambiente. Para o professor da FAU, uma integração entre as áreas de conhecimento seria importante para promover avanços significativos em segmentos essenciais para a sociedade. Por outro lado, Wagner Costa Ribeiro propõe o diálogo para além da cidade.

A sensibilidade foi outro aspecto debatido no programa. O trabalho contemporâneo, segundo o professor Ribeiro, passa por um processo de ressignificação, à medida que se questiona a não realização profissional e pessoal através do trabalho.

 

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