Reforma trabalhista atende empresas e trabalhadores qualificados

Mais negociações entre empresa e trabalhador em detrimento de ações na Justiça prejudica os menos qualificados

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Recém-aprovada no Senado, a reforma trabalhista beneficia os interesses de empresários e de trabalhadores com nível universitário e prejudica trabalhadores de baixa qualificação.

Segundo o doutor em direito do trabalho e seguridade social pela Faculdade de Direito (FD) da USP, Ivandick Cruzelles, na CLT predominava o princípio da autonomia da vontade coletiva, com os sindicatos possuindo a exclusividade de negociação com os empregadores. Agora, a autonomia passa a ser individual privada e o poder de negociação passa para o trabalhador diretamente com o empregador.

O trabalho é fonte de saúde psíquica, identidade e inserção numa convivência sociofamiliar -Foto: Divulgação/IBGE

Além disso, ele explica que o discurso empresarial do alto custo para contratação perde validade, uma vez que algumas verbas como o bônus, por exemplo, deixam de ser consideradas como salariais. Isso retira a incidência de FGTS e contribuições previdenciárias sobre tais verbas.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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