Publicação incentiva organização de catadores de resíduos sólidos

A professora Helena considera importante implementar políticas que incentivem a organização dos catadores de resíduos, a fim de permitir sua inserção no sistema econômico

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Ouça a entrevista da professora Helena Ribeiro, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, concedida ao repórter Fabio Rubira:

 

O Brasil gera, atualmente, 78 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano; desse total, 42% ainda são dispostos inadequadamente no País – apenas 2% são reciclados por meio de cooperativas de catadores em parceria com as prefeituras municipais. A informação é da professora Helena Ribeiro, autora – com a professora Wanda Risso Gunther – da obra Gestão da Coleta Seletiva e de Organização de Catadores: Indicadores e Índices de Sustentabilidade.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Desde o início dos anos 1990, várias prefeituras têm inserido os catadores em seus programas de gestão de resíduos sólidos. A Lei de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010, vê o catador como uma figura prioritária nesse processo. “Essa gestão integrada de resíduos sólidos é um paradigma atual e prioriza a coleta seletiva, com a inclusão socioprodutiva de catadores onde houver mão de obra disponível para executar essa tarefa”, diz a professora. Ela explica que o livro que acaba de lançar foi elaborado com a finalidade de ajudar as prefeituras a organizarem parcerias com as associações de catadores, sempre com a intenção de melhorar a gestão de resíduos sólidos.

A professora Helena realiza pesquisas sobre as parcerias Prefeituras/Associações de catadores desde 2004. Em 2014, uma outra pesquisa, que buscou avaliar a evolução dos programas de coleta seletiva para catadores, constatou um aumento no número de programas de coleta seletiva com catador na região metropolitana de São Paulo, não acompanhado, porém, por uma ampliação nos porcentuais de reciclagem de resíduos realizados por meio de cooperativas ligadas à Prefeitura.

A professora Helena, que pertence ao Departamento de Saúde Ambiental da FSP, espera que seu trabalho possa contribuir para aperfeiçoar as formas de organização dos catadores, permitindo assim sua inserção socioprodutiva, mas de uma maneira a não colocar em risco sua saúde.

A versão eletrônica da publicação pode ser acessada no site da Faculdade de Saúde Pública (www.fsp.usp.br). De todo modo, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão ligado ao Ministério da Saúde, deverá distribuir a obra e divulgá-la em todos os municípios brasileiros.

 

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