Proteína de planta brasileira pode ajudar no combate ao HIV

Pesquisadores da USP encontram método de identificar e matar as células infectadas sem afetar as saudáveis

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Um estudo da USP, em parceria com universidades norte-americanas, conseguiu demonstrar o uso da proteína Pulchellina no combate de células infectadas pelo HIV. O orientador da pesquisa e professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, Francisco Eduardo Guimarães, explica que a proteína é tóxica e encontrada na planta trepadeira Abrus pulchellus, nativa do Brasil.

Flor de Abrus pulchellus – Foto: Vinayaraj via Wimedia Commons / CC BY-SA 3.0

Segundo o professor, a proteína não é danosa à saúde quando utilizada em pouca quantidade. No entanto, é possível conectar a Pulchellina a um anticorpo que tem a capacidade de identificar as células infectadas pelo vírus da Aids. Assim, ao entrar na célula infectada, a proteína se desprende do anticorpo e destrói a célula doente. A utilização desse método não afeta as células saudáveis. Para Guimarães, outro mérito da descoberta é conseguir ultrapassar a dificuldade de identificação e acesso das células doentes.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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