Professor dá dicas de como usar dinheiro extra neste final de ano

O economista Gilson Schwartz recomenda que o 13º seja empregado no pagamento de dívidas

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Fim de ano representa mais dinheiro sendo injetado na economia e na conta bancária dos consumidores, que podem contar com o 13º salário, a ser pago em duas parcelas, nos meses de novembro e dezembro. Além desse reforço financeiro, muitos contribuintes  já receberam ou ainda estão para receber a restituição do Imposto de Renda, um dinheiro extra que chega em boa hora para muita gente, principalmente num momento em que a economia começa a dar sinais de recuperação, embora o cenário ainda seja de cautela.

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O economista e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, Gilson Schwartz, dá algumas dicas de como fazer o melhor uso desses recursos que vão encorpar o bolso dos consumidores. A prioridade, de acordo com ele, principalmente para quem está atolado em dívidas, é liquidá-las, ou pelo menos reduzi-las. Ele lembra que, no atual momento, quanto menos dívidas, melhor.

Para aqueles que têm a sorte de não ter dívidas, Schwartz aconselha guardar para o futuro, ou seja, depositar o dinheiro extra na poupança, até como forma de prevenção diante de um cenário incerto. Uma outra opção é associar a poupança a algum projeto que exija um investimento maior, como a aquisição de um imóvel, por exemplo.

Já para os felizardos – talvez a grande minoria – com a suprema sorte de possuir poupança e de ter zerado as dívidas, ele recomenda diversificar investimentos, indo para a Bolsa de Valores, por exemplo. “Com a taxa de juros caindo, as formas tradicionais de guardar dinheiro – poupança ou mesmo fundos de investimento – perdem também e, portanto, as formas mais arriscadas, como é o caso da Bolsa de Valores, ganham em atratividade”, diz Schwartz.

Na parte final da entrevista, que você pode ouvir acima, na íntegra,  ele oferece algumas dicas de como o consumidor deve se comportar em relação às compras de Natal. Schwartz recomenda cautela com as compras por impulso e sugere presentes mais baratos para estas festas de final de ano.

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