Problema da moradia urbana se estende no tempo

Não se sabe quem morou e quem morreu no prédio que desabou, diz o professor Paulo Saldiva em sua coluna

Em sua coluna semanal para a Rádio USP, o professor Paulo Saldiva, ao abordar a tragédia ocorrida no Largo do Paiçandu, sublinha que o problema da moradia urbana em São Paulo e em outras partes do Brasil vem de muito longe, surgindo já em relatos como O Cortiço, obra que Aluísio Azevedo publicou em 1890. Tais ajuntamentos caóticos de pessoas têm sido associados a doenças como a tuberculose ou a febre amarela urbana.

O colunista reconhece não se tratar de um problema fácil de resolver; por outro lado, segundo ele, não dá para reagir intensamente a cada vez que um problema dessa natureza ocorre para logo depois cair no mais completo esquecimento. Ele espera que isso não aconteça desta vez e que se faça algo para amenizar o problema, como um plano de recuperação dos prédios abandonados no centro da capital. Para o colunista, não se pode fechar os olhos e fingir que tudo está bem.

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