Olimpíada: um momento de confraternização global

Pedro Dallari afirma que o brasileiro não deve relevar os problemas dos jogos, mas precisa prestigiar o evento por sua significância

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Acompanhe a coluna “Globalização e Cidadania”, do professor Pedro Dallari:

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Rio de Janeiro - Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Maracanã (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Fernando Frazão/Agência Brasil

O professor Dallari comenta que os jogos olímpicos, por terem coincidido com um período sensível política e economicamente do Brasil, realçam os problemas estruturais do País. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), os gastos com os jogos devem ultrapassar R$ 37 bilhões, sendo R$ 16 milhões investidos diretamente pela iniciativa privada. Se levados em consideração investimentos não relacionados diretamente à Olimpíada, como estrutura viária, os gastos ultrapassam em muito esses valores. Para o professor, o mal-estar dos brasileiros provém dos gastos astronômicos, mas não só deles: já está naturalizada para os brasileiros a noção de que obras desse porte estão contaminadas por processos de corrupção. O legado negativo de outros jogos, como a Copa do Mundo e os Jogos Pan-Americanos, ainda não saiu do imaginário nacional.

Dallari lembra, no entanto, que os jogos representam a maior festa da cidadania global. Os cidadãos não devem se desligar dos problemas já visíveis da Olimpíada, mas precisam prestigiar um evento tão significativo. A participação de 206 delegações e uma delegação de refugiados mostra a importância representativa dos jogos.

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