O conflito entre ajuste fiscal e política, na visão de Augusto Rodrigues

Enquanto os jogos olímpicos ocupam as manchetes dos jornais, prossegue o conflito entre mercado e política do governo em torno do ajuste fiscal

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Política e economia não se entendem pelos lados de Brasília. A última semana foi tomada pela continuidade do conflito entre o mercado e a política do governo em relação ao ajuste fiscal.  Esse quadro é analisado pelo sociólogo Augusto Rodrigues em sua coluna semanal. Os agentes econômicos, diz ele,  desejam um ajuste mais forte e rápido, enquanto a classe política defende um ajuste mais leve e lento, por meio do qual  as medidas mais duras seriam implementadas  somente após as eleições municipais de outubro.

O mercado, por sua vez, reage, cobrando um ajuste fiscal mais intenso e mais forte, da mesma forma que alguns partidos desejam mais coerência do governo Temer e criticam as concessões realizadas na questão da renegociação da dívida dos Estados e na concessão de reajustes salariais aos servidores públicos. Na soma dos números, o que se pede do governo é mais rigor em relação à austeridade fiscal e, por outro lado, que Michel Temer deixe de lado suas ambições políticas relativas à campanha de 2018.

Para Rodrigues, está cada vez mais claro que a proposta de estabilização econômica do mercado e da grande imprensa está desalinhada, e que não compartilha dos interesses da área política do governo e de seus aliados no Congresso.

 

 

 

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