Novas regras para Carnaval de rua de São Paulo geram polêmica

Para Raquel Rolnik, proposta da atual gestão da Prefeitura desconsidera caráter “anárquico” dos blocos de rua

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A atual gestão da Prefeitura de São Paulo publicou uma proposta de revisão da regulamentação do Carnaval de rua da cidade. O objetivo é que as regras passem a valer a partir do ano que vem. Entre as mudanças, está a obrigatoriedade da presença de bombeiros e seguranças.  

Para Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, a cartilha que a gestão de João Doria está propondo joga a responsabilidade pela segurança dos foliões para os blocos de rua e os trata como desfiles de Carnaval. Raquel Rolnik considera que a “infraestrutura básica” para que os blocos possam realizar suas festas nas ruas da cidade, com condições de segurança, é da Prefeitura e da Polícia. “Não é de responsabilidade dos blocos”, assevera.

Os diversos itens da proposta provocaram queixas de muitos blocos da cidade, pelo alto controle e centralidade na regulamentação do Carnaval de rua. “É alguma coisa muito mais errática ou anárquica, autogerida, não necessariamente transformada em espetáculo para os outros verem ou para ser transmitido pela televisão, mas para ser vivido por quem sai atrás dos blocos”, aponta a colunista, referindo-se ao caráter mais libertário dos blocos de rua.

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