Na França, candidatos terão dificuldade de formar base de governo

Partidos tradicionais ficaram de fora do 2º turno e a presidência é disputada entre Macron e Le Pen

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Tanto o conservador Partido Republicano quanto o de esquerda Partido Socialista não conseguiram votos suficientes para o 2º turno nas eleições presidenciais francesas.  Para o professor do Instituto de Relações Internacionais da USP,  Kai Enno Lehmann, o resultado do 1º turno é mais preocupante para o Partido Socialista, que deixou de ser o partido do governo para receber apenas 6% dos votos.

Segundo ele, o grande feito de Marine Le Pen, do Frente Nacional, foi tornar o partido respeitado na política, com propostas que encontram ressonância na população francesa. No entanto, o professor aponta que os problemas expostos pela extrema-direita, a qual Le Pen representa, não têm soluções nas propostas da candidata.

A respeito de Macron, fundador, em 2016, do Partido Em Marcha!, Lehmann explica que sua eleição pode ser a mais favorável para a manutenção da União Europeia. Para o professor, com uma vitória de Le Pen, a UE como se conhece hoje deixaria de existir.

O professor aponta ainda que ambos terão problemas para formar uma base de governo. Enquanto Macron tem pequena experiência política e partido novo, poucos querem se associar politicamente a Marine Le Pen.

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