Museus se rendem à “infantilização” reinante no País

O professor Alexino Ferreira chama de infantilização o fato de os adultos não saberem lidar com o próprio corpo

Numa decisão inédita em sua história, o Masp (Museu de Arte de São Paulo) decidiu não permitir a entrada de pessoas com menos de 18 anos na exposição ora em cartaz por lá, cujo tema é Histórias da Sexualidade. A exposição aborda temas afins, como corpo, nudez, religiosidades, políticas, voyeurismo. Para o professor Ricardo Alexino, o País passa por um processo de infantilização, ou seja, “adultos  cada vez mais infantilizados, que não sabem lidar nem com o próprio corpo, a própria sexualidade e o corpo e a sexualidade do outro”.

Dentro desse contexto, argumenta, “fica mais fácil entender as violências sexuais, estupros, abusos, homofobia, racismos. Uma sociedade que se envergonha do próprio corpo tende a ser cada vez mais violenta e abusiva”. Por fim, o colunista se surpreende com o fato de museus e espaços de arte se renderem a isso “e não resistirem a esses adultos infantilizados e, portanto, violentos”. Ouça, na íntegra, a coluna “Diversidades”, clicando no link acima.

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