Movimento independentista catalão vai além do nacionalismo

Para professor, população se mostra contra medidas de ajuste econômico e contesta instituições monárquicas

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O governo espanhol pretende tomar a administração da Catalunha se o líder da região, Carles Puigdemont, não desistir da separação até a quinta-feira.

No entanto, segundo o professor de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Everaldo de Oliveira Andrade, o movimento independentista conseguiu envolver a população, que, normalmente, não participa da vida política.

Ele explica que a pauta não é apenas sobre a independência, mas também revela um desejo por instituições mais republicanas no país. Além disso, há uma resistência da população catalã às medidas de ajuste econômico promovidas pelo governo de Madri. Everaldo analisa que uma maior repressão do governo central poderá aprofundar o engajamento dos independentistas.

O professor considera, ainda, os fatores econômicos que envolvem a questão. Diante da possível independência, empresas com sede na Catalunha ameaçam se transferir para a capital espanhola.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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