Morte de Marielle Franco questiona a República e a democracia

Para promotor de Justiça do Estado, manifestações em todo o País mostram que brasileiros não estão inertes

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O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, na última quarta-feira (14), teve enorme repercussão no País e no exterior. Marielle foi morta com pelo menos quatro tiros na cabeça, disparados por bandidos que emparelharam o carro ao lado do veículo da vereadora e foram embora sem levar quaisquer pertences. Seu motorista, Anderson Pedro Gomes, também foi atingido e faleceu. Nesta quinta (15), manifestantes foram às ruas em várias cidades do País, cobrando justiça, segurança e questionando a intervenção militar no Rio de Janeiro. Roberto Livianu, doutor em Direito pela Faculdade de Direito da USP, promotor de Justiça da Procuradoria de Interesses Difusos e Coletivos do Ministério Público do Estado de São Paulo e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, comentou o homicídio, que está sendo tratado pela polícia como execução.

O especialista em direito ressalta que ficar indignado com esse acontecimento não significa não se importar com todas as outras mortes que ocorrem todos os dias no Estado do Rio de Janeiro. Mas, para ele, é impossível ficar indiferente a esse homicídio, pois a situação não é de uma morte comum. O assassinato de Marielle é um questionamento ao funcionamento da República e da democracia.

Na opinião de Roberto Livianu, o fato de o País estar externando essa reação é algo positivo, pois mostra que os brasileiros não estão inertes. A resposta é de tristeza, mas com sentimento de nação, o que é extremamente importante. O promotor diz que “o Estado precisa ser gerido por pessoas que governem para o bem comum”, e essa revolta deve se transformar num sentimento que oriente as escolhas da população nas eleições que ocorrem neste ano.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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